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Que pilotos dão mais pontos a cada uma das equipas de Fórmula 1? Entre as confirmações, há algumas surpresas

O jornal espanhol "Marca" fez a comparação entre cada par de pilotos a disputar o Campeonato do Mundo de Fórmula 1. Alguns apenas confirmaram o que deles se esperava. No entanto, há casos em que a regularidade relega a agressividade para segundo plano e é sinónimo de mais pontos. E, logicamente, mais sucesso

Carlos Luís Ramalhão

Dan Istitene - Formula 1

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No final da temporada somam-se os pontos e vê-se quem é o campeão do mundo de Fórmula 1, tanto em construtores, como em pilotos. Nos últimos anos, isso é o mesmo que dizer que se entrega o troféu à Mercedes e a Lewis Hamilton. Se esmiuçarmos as tabelas, como fez a “Marca”, vamos mais longe e percebemos que nem sempre um “chefe de equipa” é aquele que contribui com mais pontos para a classificação final.

Começando pela Mercedes, não há surpresas. O último companheiro de equipa a conseguir rivalizar com Hamilton — superando-o, mesmo — foi Nico Rosberg, um dos melhores pilotos de Fórmula 1 dos últimos 20 anos e certamente aquele cuja atitude mais surpreendeu os fãs. Rosberg sagrou-se campeão do mundo, batendo Hamilton, e imediatamente se retirou da modalidade. Com Bottas as coisas não têm sido assim, com o finlandês claramente uns furos abaixo do sete vezes campeão mundial.

A grande rival da Mercedes é, por esta altura, a equipa com nome de bebida energética. A Red Bull tem em Max Verstappen um seríssimo candidato ao título. O neerlandês é o primeiro piloto da equipa austríaca e demonstrou-o a Alexander Albon, entretanto substituído por Sergio Pérez. O mexicano aproximou-se de Verstappen, mas este, até por liderar o Mundial (mais seis pontos do que Hamilton), continua claramente noutra liga.

Equipa histórica da F1, apenas superada em prestígio pela Ferrari, a McLaren tem no jovem Lando Norris uma das surpresas da temporada. Ou talvez não, uma vez que Daniel Ricciardo tem vindo constantemente a perder protagonismo nas pistas do Mundial de Fórmula 1. O inglês dá à equipa mais de 60% dos pontos, o que não é muito dignificante para o experiente piloto australiano.

Da Ferrari chega uma das surpresas. LeClerc, uma das grandes promessas da Fórmula 1, em parte responsável pelo apagão de Sebastian Vettel, não é quem dá mais pontos à equipa italiana. O espanhol Carlos Sainz tem a quem sair, embora o terreno em que o pai corre tenha mais poeira. A regularidade de Sainz coloca-o neste momento à frente do colega de equipa na classificação.

Entre as equipas que disputam o meio da grelha de partida, há pilotos experientes e mesmo vários ex-campeões do mundo.

A antiga Renault, rebatizada Alpine, acolheu o regressado Fernando Alonso, que se tem imposto ao irrequieto Esteban Ocon, que até ganhou o GP da Hungria. A Aston Martin tem um Vettel que muitos consideram cansado, longe do tetracampeão dos tempos da Red Bull. Ainda assim, é ele que manda na equipa, apesar de o companheiro Lance Stroll ser filho do patrão. O terceiro campeão do mundo neste lote chama-se Kimi Raikkonen e já anunciou a reforma no fim da época. Dos sete pontos da Alfa Romeo, seis foram conseguidos pelo finlandês.

Na histórica Williams, que já nem pertence à família, há dois pilotos jovens, mas um deles é uma das grandes promessas da F1. O inglês George Russell, ligado à Mercedes, tem batido o canadiano Latifi sistematicamente, ainda que os pontos conquistados pela equipa sejam muito poucos. Na Alpha Tauri, espécie de “equipa B” da Red Bull, há a maior diferença na percentagem de pontos entre dois companheiros de equipa, esta época. O francês Pierre Gasly chega a humilhar o japonês Tsunoda, com 80% dos pontos da equipa.

A Haas, equipa que conta com uma das maiores curiosidades deste ano, Mick Schumacher, de herança pesadíssima passada pelo pai, Michael, não tem muito que contar. Mazepin e Schumacher estão a ter um ano terrível, com a equipa americana — quase — condenada ao último lugar do Mundial de Construtores e os seus pilotos incapazes de chegar aos pontos.