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Mário Jardel regressa a San Siro para dar uma força ao FC Porto: "Tem grandes possibilidades de ganhar. O Milan não é o mesmo daquele tempo"

A 11 de setembro de 1996, a equipa do FC Porto fez história ao bater o AC Milan, em San Siro, por 3-2. A vitória de então, com golos de Artur e do novato - e suplente - Mário Jardel deitou abaixo uma das melhores equipas do mundo, muito diferente da que os Dragões enfrentam esta semana, Jardel já não voará "sobre os centrais", mas vai estar no estádio a dar apoio

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Neal Simpson - EMPICS

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Foi a 11 de setembro de 1996 – data que, anos mais tarde, viria a ficar na história por razões trágicas – que a equipa que dominava o futebol português defrontou um AC Milan que ainda não adivinhava a queda do pedestal da Europa. Pelo contrário, eram os todo-poderosos, os imparáveis italianos, com Maldini, Desailly, Albertini, Boban, Weah e Roberto Baggio, entre muitos outros. Ninguém parava a equipa treinada por Óscar Tabárez. Até que, em San Siro, apareceu o FC Porto de António Oliveira, com Sérgio Conceição no onze inicial e Mário Jardel no banco.

O jornal “Record” aproveitou o regresso dos Dragões a Milão para falar com o herói dessa noite. Mário Jardel marcou dois dos três golos que deram a vitória e as manchetes do dia seguinte ao FC Porto. Com as chuteiras penduradas há muito, Jardel arranjou maneira para poder regressar a um sítio onde foi feliz: “Vim em trabalho e marquei nesta altura para ver o jogo”.

Mário Jardel admite que vai ser especial regressar a San Siro tantos anos depois da noite gloriosa ao serviço do FC Porto. “Vou olhar para o campo e imaginar-me lá dentro,” admite o antigo avançado, que quer naturalmente “matar saudades” dos “amigos” que ainda tem no clube portista.

Quanto ao jogo jogado, Jardel lembra o que está à vista de todos: “A equipa do AC Milan não é igual à daquele tempo. Acho que o FC Porto tem grandes possibilidades de ganhar, mas o mais importante é não perder, de forma a poder qualificar-se.”

De 1996, o goleador, que começou o jogo no banco, lembra que Joaquim Teixeira, adjunto de António Oliveira, o chamou para entrar e lhe pediu que marcasse um golo. “Eu respondi-lhe que não seria um golo mas dois,” diz Jardel, entre risos. A seguir, enche o papo e conta: “Entrei para a história nesse jogo e comecei a mostrar o meu valor. Fala-se naquela questão da adaptação, mas quem é bom entra logo e marca, não precisa de tempo para se adaptar”.

Para além do orgulho que mantém, Mário Jardel mostra gratidão ao clube que o foi buscar ao Brasil: “Só posso agradecer ao FC Porto por me ter tirado da América do Sul e me ter dado a oportunidade de jogar na Europa, nos grandes palcos”.

De regresso a 2021, Super Mário acredita num bom resultado do FC Porto na noite de quarta-feira. “Se fizer o mesmo jogo consistente que fez no Dragão tem grandes possibilidades de vencer. Mas o essencial mesmo é pontuar,” afirma.