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O rejuvenescido Fernando Alonso acredita que vai “chegar ao topo da Fórmula 1 em 2022”

Depois de ter posto fim à carreira na F1, o bicampeão do mundo regressou e a vida não tem sido fácil. Mas Alonso acredita que vai ser para o ano. Numa cerimónia nas Astúrias, região de onde é natural, o piloto diz que quer "devolver a alegria aos seus fãs" e que isso será possível "no ano que vem"

Carlos Luís Ramalhão

Lars Baron

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Fernando Alonso recebeu mais um troféu mas não houve Fórmula 1 este fim de semana. O piloto asturiano foi a casa para ser homenageado como Desportista do Ano de 2019, pelos sucessos obtidos no Mundial de Resistência. Nessa altura, julgava-se que a vida ia continuar como era e também que o nome “Fernando Alonso” era sinónimo de lenda das pistas de F1, de um passado glorioso que não voltaria. Enganámo-nos em ambos os julgamentos. A vida mudou e, por isso, Alonso teve de esperar até 2021 para receber a homenagem. Por outro lado, o único piloto espanhol campeão do mundo de Fórmula 1 trocou-nos as voltas e regressou às pistas da categoria máxima do desporto automóvel.

Garante o próprio que a ambição não ficou lá atrás. Alonso não está de regresso para ser um “retardatário”, como se chamava aos últimos da classificação, aqueles que têm de se chegar para o lado e deixar passar os Hamiltons e os Verstappens desta vida. Emocionado pelo apoio recebido, o espanhol garante que quer “devolver [aos fãs] as muitas alegrias sob a forma de vitórias” e acrescenta: “Sobretudo no próximo ano”.

Sobre a época que ainda decorre, Alonso disse: “Faltam-nos cinco provas e vão ser muito parecidas com as 15 que completámos. Não haverá nenhuma revolução nas prestações e tentaremos ir somando pontos”. Num plural majestático que é sempre digno de registo, o espanhol referiu as 14 provas consecutivas a pontuar até ao Grande Prémio dos EUA. “Vamos ver se podemos voltar a fazê-lo nas últimas cinco corridas, o que dá sempre moral à equipa e nas fábricas, onde estão a trabalhar segundo as novas regras de 2022”.

No primeiro ano ao serviço da Alpine – a antiga Renault, que tantas alegrias lhe deu – Alonso admite: “Não me sentia confortável nas primeiras provas, comecei a adaptar-me na quarta ou quinta. O objetivo era um ano de ‘rodagem’ para chegar ao topo em 2022 e penso que isso vai acontecer”.