Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Revista de Imprensa

Michael Owen está “desapaixonado pelo futebol internacional” e critica os “jogos sem sentido” entre seleções

O antigo internacional inglês revira os olhos perante jogos como o que opôs Inglaterra e São Marino. O jogo, "sem sentido" para Owen, era de qualificação para o próximo Mundial e terminou com um expressivo 10-0 para a equipa dos três leões

Tribuna Expresso

Tammy Abraham, um dos "goleadores" ingleses

CPS Images

Partilhar

Michael Owen, antigo avançado de Liverpool, Real Madrid e Manchester United, admite que está “a desapaixonar-se do futebol internacional” depois de ter assistido ao 10-0 da Inglaterra frente à seleção de São Marino. Foi com este desnível que os ingleses carimbaram a presença no próximo Campeonato do Mundo.

O internacional inglês por 89 ocasiões esteve presente em três Mundiais e agora juntou a sua voz à dos adeptos que questionam a lógica de colocar em campo duas equipas de níveis tão diferentes. O antigo avançado escreveu no Twitter: “Estou rapidamente a desapaixonar-me de assistir a futebol internacional [entre seleções]. Penso que muitas pessoas sentem o mesmo. Metade destes jogos não faz sentido nenhum. É necessária uma reestruturação”.

A seleção de São Marino ocupa o último lugar do ranking mundial. Ao intervalo, já perdia por 6-0. O capitão inglês, Harry Kane, marcou quatro golos, todos na primeira parte e dois deles da marca de grande penalidade, ambos por mão na bola. Não bastando a diferença de nível, o defesa Dante Rossi acabou por ser expulso por acumulação de amarelos.

O ex-internacional irlandês Roy Keane admitiu ter sentido pena dos adversários de Inglaterra, que procuram a sua primeira vitória em jogos oficiais. O registo de São Marino em 10 partidas da qualificação é de 46 golos sofridos e um marcado. A única vitória aconteceu num amigável, em 2004, frente ao Liechtenstein.

Keane, comentador da ITV, disse: “Eles estão em desvantagem em todos os aspetos do jogo. Não deviam estar no mesmo campo que a Inglaterra. O que pode dizer o selecionador antes do jogo? ‘Vamos, rapazes, podemos conseguir’? Serem batidos desta forma em todos os jogos deve ser doloroso para eles”.