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Responsáveis pelas leis do futebol estudam proposta para alargar os intervalos para 25 minutos. O motivo? Haver um show à moda do Super Bowl

Os membros da IFAB, organismo responsável por ditar as leis do futebol, estão a estudar uma sugestão da CONMEBOL, que defende intervalos de 25 minutos. O objetivo é encaixar espetáculos variados entre as duas partes dos jogos, imitando o que acontece nos EUA, com a Super Bowl

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Pomposa, excêntrica e muito rentável: o espetáculo da Super Bowl pode chegar ao "nosso" futebol

Brian Snyder

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De acordo com o jornal inglês “Daily Mail”, as pessoas responsáveis por criar e fazer cumprir as leis do futebol estão a discutir um pedido para aumentar os intervalos dos jogos, passando dos atuais 15 minutos para os 25. Esses 10 minutos extra serviriam para introduzir entretenimento ao estilo Super Bowl.

A ideia terá como objetivo, agora e sempre, rentabilizar até ao tutano o fenómeno futebolístico. Terá partido da CONMEBOL, a organização responsável pelo futebol na América do Sul. Os responsáveis pelo organismo defendem que a medida irá beneficiar as suas competições, nomeadamente a Taça Libertadores.

Em Inglaterra, segundo o “Daily Mail”, os responsáveis da FA estão atentos. Poderão aproveitar a medida para introduzir espetáculos de música ao vivo no intervalo da final da Taça de Inglaterra, por exemplo.

De acordo com o mesmo jornal, é pouco provável que o pedido da CONMEBOL tenha grande apoio. Os assessores da IFAB já expressaram a sua preocupação com o facto de um intervalo prolongado poder prejudicar os jogadores, facilitando a ocorrência de lesões.

Atualmente, as leis do jogo dizem que “os jogadores têm direito a uma paragem a meio do jogo” e que esta “não pode exceder os 15 minutos”. Já em 2009, houve uma tentativa frustrada de prolongar o intervalo até aos 20 minutos. Na altura, a FIFA apoiava a sugestão.

A intenção da CONMEBOL passará por melhorar o espetáculo para os adeptos presentes nos estádios, mas também em casa. Na opinião dos responsáveis pelo organismo, as transmissões televisivas dos intervalos são muito bem recebidas noutras modalidades, noutras geografias.

Entre os argumentos para tentar convencer a IFAB, diz o “Daily Mail”, está a teoria de que um intervalo maior permitirá que os treinadores preparem melhor a tática para a segunda parte. Dessa forma, dizem os defensores da alteração, a qualidade do futebol também aumentará.

Apesar de o foco ser o aumento da receita, existe alguma preocupação com os gastos impostos pela contratação de artistas para atuar em pleno relvado, entre outros. O exemplo óbvio é a NFL que, todos os anos transforma a Super Bowl numa extravagância. Na Liga de Futebol Americano, os intervalos dos jogos regulares têm aproximadamente 12 minutos. Na Super Bowl, no entanto, podem chegar aos 30.