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Ronaldo: “Sacrifiquei-me pela Juventus e pela Seleção. Não podemos dar mole”

Cristiano Ronaldo manifestou orgulho pela qualificação e revelou que tem jogado algo limitado fisicamente. Não estando a 100%, o CR7 garante que se sacrificou pelo clube e pelo país

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O orgulho

“É sempre importante e um orgulho representar a Seleção, ainda por cima com golos que nos ajudaram a qualificar para o Europeu. Tínhamos dois jogos que tínhamos de ganhar. Estou muito feliz por termos ganho e pelo apuramento. E também por este ser o quinto Europeu em que vou participar”.

A relva

É difícil jogar jogar em campos assim, é como um campo de batatas. Não sei como é possível seleções deste nível jogarem em campos desta qualidade. É por causa disso que o espetáculo não foi bonito. Nós fizemos o nosso trabalho, era o campo onde tínhamos de jogar, ganhamos 2-0 e isso era a prioridade. Agora, há uma temporada longa, muitos jogadores vão crescer no caminho, portanto é passo a passo. O Europeu é só daqui a alguns meses e os candidatos são sempre os mesmos. Não é por termos vencido em 2016 que somos favoritos, mas vamos lá para tentar ganhar outra vez. Favoritos são os outros”.

A “polémica”

No jogo mil, Ronaldo saiu insatisfeito aos 55'. O substituto marcou o golo da vitória

Cristiano Ronaldo jogou pouco mais do que uma parte do clássico Juventus-AC Milan. Foi substituído e seguiu diretamente para o balneário

“Nas últimas três semanas tenho vindo a jogar limitado. Não houve polémica, vocês é que criaram a polémica. Eu não gosto de ser substituído, mas tenho jogado limitado nas últimas três semanas, como já referi. Tentei ajudar a Juventus, mesmo jogando lesionado. Ninguém gosta de ser substituído, mas entendo porque não estava bem. Aliás, continuo a não estar a 100%, mas quando é para sacrificar pelo clube ou Seleção eu faço-o com todo o orgulho porque sei que havia muitos jogos em disputa. Em Itália, o Inter de Milão está a fazer muita pressão, estamos apenas dois pontos à frente, mas não podemos dar mole porque se se empata ou perde, eles passam à frente. Eu sacrifiquei-me. Na Seleção, se não ganhássemos um dos dois jogos, podíamos estar fora. Sacrifiquei-me também pela Seleção. “Nunca tive grandes lesões, faço cinquenta ou sessenta jogos por ano, mas uma vez ou outra pode acontecer um imprevisto: é uma dor que me impede de estar a 100%. Tento ajudar sempre.”

O golo 100

“Quando é que vai aparecer? É difícil dizer, o golo 100 vai aparecer de forma natural. Todos os recordes que tenho vindo a bater... a verdade é que os recordes são para bater”