Tribuna Expresso

Perfil

Ronaldo

Cristiano Ronaldo: "Eu acho que é bom ter emoções. Quem disse que os homens não choram?"

O jogador português é um dos protagonistas da série documental "Parallel Worlds", do canal DAZN, que junto dois atletas de desportos distintos. No episódio com o pugilista cazaque Gennady Golovkin, Cristiano fala da infância, dos momentos mais difíceis da sua vida e também das preocupações com a forma, agora que já chegou aos 35 anos

Tribuna Expresso

Eric Gaillard

Partilhar

Cristiano Ronaldo é uma das estrelas da série documental “Parallel Worlds” do canal de desporto DAZN, que a cada episódio convida dois atletas de desportos completamente diferentes para falar das suas experiências. Ao lado do jogador português na série esteve o pugilista cazaque Gennady Golovkin, duas vezes campeão mundial de pesos médios, a quem Cristiano contou parte do seu percurso e também a paixão que tem pelos desportos de combate.

O jogador da Juventus diz mesmo que em casa, em frente à televisão, prefere um bom combate a um jogo de futebol. “Jogar futebol é a minha paixão, mas prefiro ver outros desportos na televisão. Entre um jogo de futebol e boxe ou UFC, prefiro o boxe e o UFC”, diz o capitão da Seleção Nacional, que chegou a treinar boxe nos seus tempos em Inglaterra.

“Quando estava no Manchester United tinha um treinador que fazia boxe comigo. Acho que é útil para o futebol, porque ajuda a aprimorar os sentidos e mover-te melhor”, sublinha no documentário, onde revela as preocupações que tem, agora que os 35 anos já não fazem dele um miúdo: “Aos 33 começas a sentir que as tuas pernas já não são as mesmas. Eu quero continuar no desporto, no futebol. As pessoas olharem para mim e dizerem: ‘O Cristiano era um jogador incrível, mas agora está lento’? Eu não quero isso”.

Contudo, Cristiano lembra que há atletas “como Roger Federer” que ainda estão “no pico de forma” já perto dos 40. “Também há casos assim no boxe. No desporto é possível ganhar maturidade”, frisa.

No episódio, Cristiano fala ainda da infância e de como foi difícil deixar a Madeira e a família para viver em Lisboa e treinar no Sporting, bem como a morte do pai.

“Foram os momentos mais difíceis para mim”, reconhece. “Eu acho que é bom ter emoções. Eu não escondo quem sou. As pessoas dizem que os homens não choram. Quem disse que os homens não choram? Todos nós temos sentimentos e emoções e devemos expressá-los”, diz ainda.

Já falando da sua carreira, e em jeito de conclusão, Ronaldo termina dizendo que fez “sacrifícios para ser o melhor do mundo”, mas que na verdade há algo mais essencial.

“Para mim o mais importante é ser boa pessoa”, garante.