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E agora, para onde irá Ronaldo? Lado nenhum, diz o novo diretor-desportivo da Juventus

Federico Cherubini garantiu, esta quinta-feira, que "não houve qualquer sinal" da parte de Cristiano Ronaldo quanto a uma possível saída da Juventus, clube onde jogou nas últimas três épocas. "É o centro deste projeto", acrescentou o novo diretor-desportivo da equipa de Turim

Lusa

Fran Santiago - UEFA

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O futebolista internacional português Cristiano Ronaldo não deu qualquer sinal à direção da Juventus de querer sair, afirmou hoje o novo diretor desportivo do clube italiano, garantindo esperar que o jogador comece a trabalhar nas próximas semanas.

“Não houve qualquer sinal da parte de Cristiano sobre a possibilidade de sair. Falamos de um jogador que, no ano passado, marcou 36 golos em 44 jogos. Estamos felizes por o Cristiano se juntar à equipa assim que terminar as suas férias”, afirmou Federico Cherubini, na conferência de imprensa de apresentação como novo diretor-desportivo.

Cristiano Ronaldo foi contratado pelo Juventus ao Real Madrid em 2018 e tem contrato com o clube italiano até 2022, que até aponta a hipótese de prolongar o vínculo com o português. “Os sinais dados pelo jogador, pelo seu empresário e pelo clube não apontam para uma saída de Cristiano que, para nós, é o centro deste projeto”, referiu Cherubini.

Na conferência de imprensa de apresentação do novo diretor desportivo, o presidente do clube, Andrea Agnelli, afirmou ter recebido hoje a carta da UEFA que confirma a possibilidade da Juventus disputar a Liga dos Campeões, apesar da 'guerra' aberta pela tentativa de criação da Superliga europeia.

“Recebemos, com serenidade, uma carta, na qual a UEFA nos admite na ‘Champions’. Relembro, uma vez mais, que da nossa parte existe vontade de diálogo para resolver os problemas do futebol europeu”, afirmou Agnelli.

Juventus, AC Milan, Arsenal, Atlético de Madrid, Chelsea, FC Barcelona, Inter Milão, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Real Madrid e Tottenham anunciaram em abril da criação da Superliga europeia, à revelia de UEFA, federações nacionais e vários outros clubes.

A competição deveria ser disputada por 20 clubes, 15 dos quais fundadores – apesar de só terem sido revelados 12 – e outros cinco, qualificados anualmente. O projeto acabou por fracassar, horas depois de ser apresentado, depois da UEFA ter ameaçado excluir todos os clubes que integrassem a Superliga, e de forte contestação de vários quadrantes.