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“Temos muitos talentos, mas não aparecem Cristianos em todas as gerações. Para chegar lá é preciso marcar 50 golos por ano. É um fenómeno”

José Fonte, central da seleção nacional, lançou um primeiro olhar sobre o grupo de trabalho que ficou, enfim, completo com a chegada de Ronaldo. E agora, a pergunta: como é que se põe todo o talento a jogar ao mesmo tempo? “O mister é que decide”, claro

MIGUEL A. LOPES

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Plantel completo

“A equipa está completa agora. Tivemos dois treinos um pouco atípicos porque não tínhamos toda a gente, agora com a chegada não só do Cristiano como do resto da equipa, a equipa está completa. Podemos preparar normalmente o nosso primeiro jogo que é o mais importante. E claro: o Cristiano sendo o melhor do mundo, para nós, tê-lo aqui agora, é sempre melhor.

A confiança de Félix

“Da última vez que esteve connosco pareceu-me ser um rapaz muito confiante, seguro das suas capacidades. Depois de fazer uma grande época é óbvio que ajuda sempre a estar num nível de confiança alto e sendo esta seleção, uma seleção que consegue facilitar bastante a adaptação de qualquer jogador. Temos um grupo de trabalho fantástico acho que ele se sentiu à vontade. É um jogador que se sente à vontade e será mais um para ajudar. E com certeza irá ter um papel fundamental para ajudar nesta competição.”

O líder

“Ele é o nosso líder. O Cristiano é o nosso capitão, o nosso líder, e sendo um dos melhores jogadores do mundo, e para mim o melhor jogador do mundo, é sempre importante tê-lo connosco. Quando se está a preparar a equipa, é óbvio que queremos ter todos os jogadores para preparar da melhor forma; por isso estando ele cá, podemos preparar melhor o jogo que vamos ter com a Suíça. É basicamente isso, temos o grupo completo, podemos preparar de forma completa esta competição”.

Os três centrais

“O treinador fez a escolha de trazer apenas três centrais de raiz, sendo que o Danilo pode desempenhar essa função também. Ao facto de o Ferro não estar aqui, é um jogador de qualidade que fez uma boa época, terá o seu tempo aqui na seleção se o treinador assim o entender. E dito isto cabe ao mister Fernando Santos decidir e ele decidiu estar aqui eu, o Pepe e o Rúben Dias, e acho que estamos bem servidos por agora. Portanto vamos trabalhar para ajudar como sempre pela nossa seleção”.

A titularidade

“Se não tivesse essa ambição e essa mentalidade não valia de nada estar aqui presente. Agora cabe ao treinador decidir quem joga, quem começa, mas aqui na seleção é importante estar aqui, para ajudar umas vezes como titular e outras como suplente. O importante é a nossa equipa ganhar. Se estou preparado para ser titular, estou. Se quero ser titular, quero muito. Acredito que posso, mas cabe ao mister decidir e aquilo que ele decidir é o melhor para a equipa e nós estamos cá para aceitar e para ajudar naquilo que for preciso”.

Os miúdos

“Ter tantos jogadores jovens a aparecer agora é excelente e demonstra que em Portugal se está a trabalhar bem, temos sempre jovens a aparecer de grande qualidade e muito talento. Se algum vai chegar ao patamar do Cristiano... Não aparecem jogadores desse nível em todas as gerações, o Cristiano é um fenómeno, continua a ser, mas temos outros jogadores com muito potencial diferentes do Cristiano como é óbvio, mas que podem chegar a um patamar altíssimo. Como o Bernardo Silva, que fez uma época fabulosa em Inglaterra, como outros. Temos vários talentos, o Bruno Fernandes e Pizzi fizeram uma época fenomenal. Mas para chegar ao patamar do Cristiano é preciso fazer 50 golos por época, e isso não é fácil”.

Seferovic e os suíços

“É um jogo difícil, com certeza, não só pelo Seferovic, que fez uma grande temporada no Benfica, mas é preciso ter atenção aos outros jogadores da Suíça que têm muito talento. É uma equipa bem organizada e que nós conhecemos (muito) bem até. Temos de nos preparar da melhor forma, agora que temos a equipa completa o mister vai começar a analisar mais detalhadamente a forma de jogar e como vamos ganhar à Suíça. Esperamos um jogo difícil, com uma equipa com muita qualidade, muito bem organizada, e vamos ter de estar ao nosso melhor nível”.

Como jogar?

“Cada um de nós tem a sua opinião. Como é que seria melhor para tentar incluir todo este talento que nós temos? Só um pode decidir e é o mister Fernando Santos, e aquilo que ele decidir está certo. Portanto, o importante é ter muitas opções, temos talento que baste, e temos um leque espetacular de jogadores e opções, podemos jogar de várias maneiras e isso dá dores de cabeça ao mister - encontrar a melhor maneira de jogar e incluir todo este talento que nós temos. Aquilo que o mister decidir, nós temos que fazer o que ele achar que é melhor para ganhar o jogo. É o que nós temos de interiorizar. Queríamos jogar com todos, como é óbvio, para poder aproveitar todo esse talento, mas tem que haver um equilíbrio numa equipa, e é por isso que o mister Fernando Santos é exímio nesse aspeto.

O favoritismo

“São quatro equipas, todas com muito mérito por estar aqui nesta competição. É uma meia-final e depois possivelmente uma final, e nas meias finais não há favoritos. Somos candidatos, acreditamos que sim, que podemos ganhar, agora favoritos... acho que ninguém se pode considerar favorito nesta competição. Está tudo em aberto, nós temos é de aproveitar o apoio do nosso publico, e com essa energia e essa força é que tentar conseguir alcançar mais uma taça”.