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Moutinho, a palavra sagrada “trabalho” e suas variações

O médio do Wolverhampton foi o escolhido pela Federação para falar aos jornalistas tendo em vista a preparação para a Liga das Nações, competição que arranca para a semana. Em conferência de imprensa, o veterano repetiu que o segredo para o sucesso é, basicamente, trabalho. E repetiu o termo sete vezes

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João Moutinho, que dispensa apresentações

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É mais difícil ser convocado agora?

“Acho que não é mais difícil, o mister tem de decidir consoante os seus critérios. Tem a ver com as épocas desportivas, os jogadores que têm estado bem, ou que não têm jogado tão regularmente como querem... Não é difícil entrar na seleção, mas todos trabalhamos de forma a poder estar presentes nas convocatórias, e o mister teve uma decisão difícil de fazer porque tem um grande lote de jogadores com muita qualidade, e por vezes alguns terão de ficar de fora. Nós jogadores temos de dar o nosso melhor no clube quando lá estamos para receber a confiança do mister, para quando chegamos cá dar o nosso máximo para ajudar a seleção, isso é o mais importante e é o que todos fazemos. Todos queremos cá estar, infelizmente por vezes não é possível. Claro que a juventude é sempre boa, o misto de juventude com experiência é bom, a irreverencia dos jovens e a qualidade que vem é bom para ajudar a seleção. Temos um bom grupo, um bom lote de jogadores que podem ser chamados a qualquer momento e corresponder às expectativas da seleção portuguesa e do mister.”

A pausa

“Estar duas semanas parado não chega para estarmos na melhor forma para esta fase final da Liga das Nações. Tivemos um plano que cumprimos, aquilo que era necessário para podermos chegar aqui numa boa situação, como se não tivéssemos acabado o campeonato há umas semanas. Chegamos aqui da melhor maneira possível e trabalhando com o programa que tínhamos, e acho que isso não se notou nada. Sentimo-nos bem fisicamente e estamos bem para ajudar a seleção que é o mais importante”.

O troféu da Liga das Nações

“É sempre bom e todos nós queremos conquistar mais um troféu, acho que os jogadores e eu incluindo jogamos para poder conquistar títulos, e conquistar títulos pela seleção é um orgulho enorme, como foi o Europeu. Temos estado nas fases finais, temos feito tudo o que é possível e que está ao nosso alcance para conquistar as competições em que estamos integrados. Infelizmente, não foi possível conquistá-las todas, mas esta é mais uma competição importante em que todas as seleções deram o seu devido valor à competição. Estamos na fase final com todo o mérito, e é uma competição que queremos ganhar, e vamos ter um jogo difícil contra a Suíça, que também quer passar à final e ganhar a competição. Nós temos condições para ganhar, mas temos de demonstrar dentro de campo que somos realmente melhores”.

A experiência

“[Moutinho 114 jogos pela seleção e está a 13 da marca do Luís Figo, o segundo jogador com mais jogos pela seleção]. Desde que aqui esteja poderá ser uma possibilidade, não olho muito para isso. É um orgulho enorme todos os jogos que fiz pela seleção, é um orgulho enorme continuar aqui e fazer parte deste grupo e desta família e ainda por cima jogar competições tão importantes como temos jogado nos outros anos. O que tento é fazer o meu melhor pelo clube que estou a integrar e depois na seleção dar o meu melhor para atingir os objetivos, é aquilo que eu me foco, e todos temos de nos focar... E não se temos uma ou duas ou três internacionalizações que isso não é relevante.”

A titularidade

“Isso é sempre bom termos essa competição, faz com que tenhamos de fazer um pouco mais a cada treino e cada jogo e isso é bom para nós todos, para a nossa evolução e aprendizagem. Estamos sempre a aprender, e sabemos que todos os dias podemos melhorar. Os jovens que veem e a qualidade que vem, é claro que sempre foi difícil e cada vez mais, mas sempre foi difícil agarrar um lugar na seleção nacional porque quando o mister chama é sinal que, na opinião dele, estão os melhores, e nós estamos aqui para corresponder e dar o nosso melhor, seja a titular, ou seja, a dar o nosso apoio da melhor forma para conseguirmos atingir os objetivos”.

As dificuldades

“Já temos experiência contra a Suíça, jogamos dois jogos muito complicados contra eles, têm capacidade individual e coletiva para causar problemas a qualquer seleção e por isso estão nesta fase final da Liga das Nações. Nós temos de ser bem cientes disso, sabemos que têm bons jogadores, e que tentam aproveitar ao máximo os erros do adversário. Nós temos de nos focar em nós, temos uma boa seleção, e temos de impor o nosso jogo para conseguir ganhar, e isso é o mais importante. Vamos estudar o adversário, mas também sabemos que se impusermos o nosso jogo e trabalharmos da mesma forma como temos feito na maior parte dos jogos da seleção teremos as nossas possibilidades e estamos mais perto de chegar à vitória”.

E Félix

“Os candidatos são as quatro seleções que estão aqui, e as favoritas são as quatro também. Pelo estatuto, no ranking pode-se falar de um ou dois ou três, mas dentro de campo não conta nada, e felizmente o futebol é assim, é fértil em surpresas, e nós não queremos que apareçam essas surpresas. Nós queremos estar focados e a trabalhar da mesma maneira, continuar a trabalhar como temos vindo a fazer nos últimos dias, para estar a 100% no jogo. Isso é o mais importante, estar focados em nós e no nosso jogo, e tentar tirar partido das fragilidades do adversário, porque todos têm as suas fragilidades e é isso que temos tentado fazer durante esta semana de treinos. Em relação ao João Félix, não é a primeira vez que cá está, recebemos da mesma maneira que o recebemos da primeira vez. É um excelente jogador, tem demonstrado ao longo da época o seu trabalho e a sua qualidade. E é mais um jogador que aqui está, como todos os outros, para ajudar a seleção a atingir o seu objetivo, é isso que tem feito... Trabalhar da melhor forma como todos os outros, que é difícil estar aqui e ele quer-se manter, e todos nós nos queremos manter para poder ajudar a seleção nacional”.

Os adeptos

“É sempre importante. Os adeptos são o 12º jogador, por vezes são eles que nos empurram um pouco mais para a frente, quando as coisas não estão a sair bem e claro o apelo é que pedimos que compareçam em massa, que estejam presentes. E nós vamos dar o nosso máximo para contribuir com vitórias, e com um título na Liga das Nações. Claro que também é importante ser em Portugal, temos mais adeptos queremos que eles compareçam. Tenho a certeza que vão aparecer e apoiar-nos, e nós vamos tentar dar o nosso melhor para lhes dar alegrias”.