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Liga das Nações enche hotéis do Grande Porto e Minho. Retorno da prova na economia local é estimado em €150 milhões

Depois de os amantes do automobilismo terem andado por aí para ver o Rally de Portugal passar, agora são os quase 100 mil adeptos de futebol a lotar as unidades de turismo do norte. A poucas horas do pontapé de saída do Portugal-Suiça, no Estádio do Dragão, Turismo do Porto e Norte de Portugal anuncia um junho histórico, a selar com a graça dos santos populares

Isabel Paulo

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Os cerca de 100 mil adeptos que visitam Portugal para assistir à Liga das Nações, que arranca esta quarta-feira no Estádio do Dragão, praticamente esgotaram os hotéis das cidades anfitriãs e dos concelhos vizinhos do evento. Segundo a Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), na cidade de Guimarães, sede da Inglaterra, a capacidade hoteleira está esgotada, e em Braga, onde estagia a Holanda, está muito perto disso.

No Porto a situação é similar, com o índice de ocupação hoteleira muito perto da lotação esgotada e nos concelhos limítrofes a ultrapassar os 80%, revela a entidade de turismo. “Tudo concorre para que tenhamos um junho histórico em termos turísticos. Tivemos um rally que foi um sucesso, agora a Liga das Nações e ainda teremos os santos populares”, lembra Luís Pedro Martins, presidente da TPNP.

Um estudo do Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM) estima que esta Liga das Nações, que tem a grande final agendada para domingo, dia 9, possa trazer um retorno para a economia local na ordem dos € 150 milhões. Para lá dos proveitos diretos, há ainda que considerar a projeção internacional do território por força das transmissões televisivas, apontando-se para cerca de 100 milhões de espectadores, segundo dados da UEFA.

O presidente da TPNP acrescenta que “esta é mais uma excelente oportunidade para os turistas nacionais virem passear até ao Norte e participarem nesta festa da Liga das Nações, independentemente de poderem assistir ou não no estádio, existem Fun Zones no Porto e em Guimarães e um ambiente fantástico em torno deste evento”.

Luís Pedro Martins, líder do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), estimou que o Rally de Portugal, que se realizou de 30 de maio a 2 de junho, trouxe ao país uma receita recorde de € 155 milhões, sobretudo nos sectores de alojamento e restauração. Luís Pedro Martins elegeu a icónica prova no calendário automobilístico nacional e internacional como “o evento desportivo que traz mais visibilidade à região e um dos que gera mais proveitos financeiros”.

A ocupação nas unidades hoteleiras foi da ordem dos 90% na Área Metropolitana do Porto, sendo que Braga e Guimarães registam taxas a rondar os 80%, enquanto os concelhos de Amarante, Fafe, Cabeceiras de Basto e Vieira do Minho tiveram quase esgotada a capacidade hoteleira