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Como é que a Suécia pretende travar Ronaldo, o “jogador essencial”?

O plano não contempla nada de “especial”, garante o selecionador sueco

Lusa

Octavio Passos

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O selecionador da Suécia, Janne Andersson, afastou hoje qualquer “plano especial” para parar Cristiano Ronaldo e admitiu que a sua equipa precisa vencer Portugal para continuar na luta pela Liga das Nações de futebol.

“Não existe nenhum plano especial para o Ronaldo. Claro que é um jogador essencial. Jogue ou não jogue, temos o nosso sistema de jogo e não vamos mudá-lo. É um jogo importante e sabemos que temos de ganhar. Não podemos pensar no empate”, afirmou Janne Andersson.

O selecionador sueco falava na conferência de imprensa de antecipação do duelo da segunda jornada do Grupo 3 da Liga das Nações, na Friends Arena, nos arredores de Estocolmo, num evento em que apenas as perguntas dos jornalistas portugueses tiveram direito a tradução.

“Portugal fez um grande jogo com a Croácia. Sabemos que temos de estar ao nosso melhor nível, temos de fazer um grande jogo para ganhar. Não somos favoritos, nem acredito nesse tipo de conversa. Sabemos que jogamos em casa, somos forte, temos uma boa equipa”, referiu o técnico de 57 anos.

Mesmo sem tradução do sueco, foi possível perceber que o duelo com Portugal esteve em segundo plano e grande parte da conferência de imprensa teve como assunto principal as críticas que Zlatan Ibrahimović fez no domingo, nas redes sociais, em que acusou Janne Andersson de ser “incompetente” e de estar no “cargo errado”.

No arranque da Liga das Nações, a Suécia foi derrotada em casa pela França (1-0), enquanto Portugal iniciou a defesa do título com uma goleada (4-1) frente aos croatas, no Estádio do Dragão, no Porto.

Na mesma conferência de imprensa, o avançado Marcus Berg, que foi titular frente aos gauleses, assumiu que, com Ronaldo em campo, Portugal é “ofensivamente mais perigoso”.

“É um grande jogador. Temos de estar ainda mais atentos. É preciso ter muito cuidado com ele em campo. Mas, nós também temos as nossas armas e sabemos o que fazer”, disse o jogador de 34 anos, que na terça-feira irá pela primeira vez entrar em campo com a braçadeira de capitão da sua seleção.