Tribuna Expresso

Perfil

Portugal

Ronaldo, o golo 100, as provocações e jogar sem adeptos nas bancadas: "É triste. Quando jogo fora gosto de ser assobiado, isso dá-me pica!"

Capitão da Seleção falou à RTP e à Sport TV, confessando-se "muito feliz" pelos "dois golaços" que marcou frente à Suécia. Ronaldo falou ainda do que é jogar sem adeptos e das provocações daqueles que dizem que Portugal joga melhor sem ele

Tribuna Expresso

MARIO CRUZ

Partilhar

Golo 100

"Estou muito feliz. Em primeiro lugar por a equipa ter ganhado, porque queremos continuar este caminho que temos feito nos últimos anos e obviamente a marca do 100 e depois do 101, com dois golaços… estou muito feliz. Agora o futuro a Deus pertence, eu sinto-me bem, sinto-me a jogar neste lote de jogadores jovens. O mister não há palavras, é uma pessoa que me conhece há muitos anos e estou a desfrutar do momento, tanto a nível individual como coletivo"

Lesão

"Eu quando tive o problema no dedo sabia que podia recuperar para o segundo jogo. E como disse anteriormente, eu gosto de estar aqui na Seleção, com este grupo, com o treinador, com o staff. Sabia que a equipa ia fazer uma boa prestação, independentemente de eu estar ou não estar. O plantel é demasiado bom e ninguém é imprescindível. Queria estar, o mister sabia que podia contar comigo, como sempre. Correu bem, fiz dois importantes golos e consegui bater essa marca que eu queria, dos 100 golos. E o recorde agora é passo a passo, não é viver na obsessão porque eu acho que os recordes aparecem de maneira natural"

As provocações suecas

"Não acompanhei as notícias. É uma opinião. Deixei marca na última vez que joguei neste estádio, sabia que se jogasse hoje ia deixar marca outra vez, foi o que aconteceu. Não ligo a provocações, não tenho de provar nada a ninguém e quando tenho faço-o dentro de campo"

Estádios sem adeptos

"É o que há. Não há que lamentar. Mas é triste, tenho de ser sincero. Eu quando jogo fora gosto de ser assobiado, isso dá-me pica! Mas a saúde está em primeiro lugar e se a Organização Mundial de Saúde considera que ainda não há a possibilidade de ter adeptos, temos de respeitar. Mas é triste jogar sem adeptos, é como ir ao circo e não ver palhaços, é como ir a um jardim e não ver flores. Mas já estou habituado, faço a minha meditação preparando-me para o estádio estar vazio. Espero bem que daqui a alguns meses já possamos ver pessoas nos estadios porque as pessoas são a alegria do espectáculo dentro de campo"