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Fernando Santos: a convocatória, os que chegam e os que partem, os elogios de Klopp e o regresso do público

Após anunciar a convocatória para os jogos com Espanha, França e Suécia, Fernando Santos mostrou-se feliz pelo regresso dos adeptos às bancadas e sublinhou que continua a contar com os jogadores que desta vez não tiveram espaço na lista

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Kai Pfaffenbach

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Regresso do público

"Antes disso queria dar os parabéns ao Fernando Pimenta e à Joana Vasconcelos pelas medalhas de ouro que conquistaram para Portugal mais uma vez, no caso do Fernando é a centésima medalha, o que é fantástico, por isso não queria deixar passar a oportunidade de lhes dar os parabéns. Quanto ao público, eu sempre me manifestei nessa questão, sempre disse que o público é fundamental, a sua presença, por aqui que traz ao jogo, pelo ambiente, pelo apoio. O futebol sem público é futebol na mesma, joga-se da mesma maneira, nos aspectos técnicos e tácticos, tudo isso é igual, mas sem público as coisas são mais complicadas, viu-se isso no início. Agora as coisas estão a fluir com outra naturalidade. Mas sem público é sempre diferente, é a minha opinião. Respeitando sempre aquilo que é mais importante, que é a saúde pública, eu acho que o futebol deve ter público. Espero que esta oportunidade possa ter reflexo nos jogos do campeonato. Mantendo sempre as regras, o distanciamento, a máscara, tudo isso, eu não médico e por isso não me vou pronunciar sobre essas questões, mas é fundamental. É bom para os jogadores, é bom para tudo".

Trocas na convocatória

"Não é por haver três ou quatro alterações que é sinónimo que aqueles que não estão aqui não regressem na próxima. É normal. Não temos um lote de 23, a Seleção Nacional é completamente aberta, com um lote muito alargado. Estou muito satisfeito com o comportamento daqueles que desta vez não vêm e continuo a ter confiança no Domingos, no André, no Guedes. Mas entendi que nesta janela deveria optar por outros jogadores, mantendo as características essenciais. Mas há outra coisa importante que é as características dos jogadores e isso tem algum peso para confrontos diferentes. É nesta base que vamos fazendo as nossas escolhas aqui na Seleção. Há jogadores que ainda não vieram à Seleção e que eu pessoalmente gosto, mas se calhar para aquilo que é o padrão atual da equipa terão menos características, entre aspas. Neste momento Portugal joga de uma forma diferente de 2016, com menos médios, com mais jogadores nas alas. São características diferentes que muitas vezes ditam as convocatórias".

Importância relativa do jogo com a Espanha

"Relativizar também não, não vamos relativizar um jogo com a Espanha! Agora, se a comparação é o jogo com a Espanha, que não vale pontos, e o jogo com a França, que vale pontos, obviamente que são jogos diferentes. Mas o jogo com a Espanha é muito importante e por isso não podemos relativizar. E aqui não há experiências. É claro que vou pensar que quatro dias depois tenho um jogo com a França. Tenho seis substituições, em qualquer momento do jogo. Podemos fazer a gestão de uma forma diferente".

Klopp e a nova geração "inacreditável" de Portugal

"Tenho um grande respeito pelo Klopp, é um treinador de eleição, mas isso não é mais o reflectir de um trabalho que tem sido feito em Portugal, primeiro dos clubes, na formação, a potenciar a qualidade dos jovens, que têm chegado de uma forma muito natural à equipa nacional".

Pouca representação de jogadores da I Liga

"Para a Seleção é igual, tanto me faz que estejam em Portugal ou fora. O importante é que a sua evolução seja constante, que melhorem as suas capacidades. Tomara que eles estivessem todos em Portugal, mas isso não é possível".

Pouco tempo para treinar

"Nunca há tempo. O que fazemos é relembrar a estratégia para o jogo. Vou dar este exemplo: nós vamos jogar com a França e eles jogam com três centrais. Poucas vezes temos defrontado equipas com três centrais e temos de preparar isso. Obviamente que precisamos de algum tempo, mas temos pouco tempo em campo. E depois há outra questão fundamental que é a recuperação dos jogadores. O pior que nos pode acontecer é chegar aos jogos sem os jogadores recuperados quer mentalmente como fisicamente. Mas acho que temos feito isso muito bem".

Rúben Semedo, William, Rafa e Podence de regresso à Seleção Nacional

Seleção Nacional joga na próxima quarta-feira com a Espanha, um encontro de preparação aos quais se seguem dois compromissos para a Liga das Nações: dia 11 com a França e dia 14, em casa, com a Suécia