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Diogo, o Jota que nunca foi amor à primeira vista

Diogo Jota tem 7 golos marcados em 11 jogos pelo Liverpool, que o contratou esta época ao Wolverhampton por cerca de €45 milhões. Estreou-se na Seleção Nacional em novembro de 2019 e já marcou 3 golos

Diogo Pombo

PATRICIA DE MELO MOREIRA

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Não era brincadeira, era coisa séria. E o rendimento provava-o. José Carlos Magalhães, no entanto, queria picar o miúdo, só que havia uma questão: como espicaçar um gaiato que já é o melhor? O rapaz marcara em 14 dos 15 jogos da primeira volta do campeonato de sub-17 da Associação de Futebol do Porto, contra todos os adversários, salvo um, precisamente o Tirsense, que estava prestes a defrontar. E o treinador quis “dar-lhe um toque”.

Falou com ele antes da partida e tentou agitá-lo: “Só faltam estes. Como é que vai ser?” Os talentos assim precisam de desafios que os comuns não alcançam, e o miúdo reagiu sucintamente, com naturalidade anormal: “Vamos lá, mister.” Nesse dia, Diogo José Teixeira da Silva fez um hat-trick jogando a meio-campo, como um dos médios interiores no 4-3-3 do Gondomar, que terminaria na liderança.

Esse adolescente sardento, tímido e apreciador do seu cantinho marcaria 33 golos pelos sub-17 e 6 pelos sub-19, escalão que às tantas também começou a representar nessa época, por vezes durante o mesmo fim de semana. Aí já lhe chamavam Jota, porque Diogos há muitos e Diogo Jota era mais fácil do que acrescentar o segundo nome a este jogador “inteligente e com capacidade fantástica para entrar nos espaços”, mas que “nunca foi exuberante, de muitas fintas”.

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