Tribuna Expresso

Perfil

Portugal

Maio está tão mais perto

Desta vez do banco só vieram coisas boas: depois de uma 1.ª parte chatinha, mas onde Portugal já tinha sido superior, a seleção nacional aproveitou as entradas de Trincão e Daniel Bragança para elevar o nível e marcar dois golos sem resposta à Inglaterra. A qualificação para a fase a eliminar do Europeu sub-21 ainda não é certa, mas está a um pequeno passo

Lídia Paralta Gomes

Jurij Kodrun - The FA/Getty

Partilhar

Se o banco tinha mostrado o melhor mas também o pior lado de Portugal no jogo de estreia neste Europeu sub-21, frente à Croácia, desta vez trouxe a melhor cara da seleção nacional, que bateu a Inglaterra por 2-0 neste segundo jogo do grupo D graças a uma entrada forte na 2.ª parte, depois de Rui Jorge lançar Francisco Trincão, Daniel Bragança ao intervalo e Francisco Conceição minutos depois.

Antes, Portugal já tinha sido superior aos ingleses na 1.ª parte, é certo, com várias chegadas à área inglesa e umas quantas oportunidades perdidas, ainda que a equipa não jogasse desenvolta, criando perigo mais por demérito de uma Inglaterra pobre, inofensiva, com pouco futebol, do que por inspiração própria.

Ainda assim, foi uma 1.ª parte sólida, principalmente no momento defensivo, em que Portugal não permitiu qualquer remate perigoso aos ingleses. Faltava, no entanto, dinâmica, alguma magia.

Portugal mudaria de cara com as alterações, com Rui Jorge a arriscar, tirando Florentino e Gedson, para trazer mais talento e criatividade ao jogo e homens rápidos para o ataque. E foi precisamente num contra-ataque veloz que apareceu o primeiro golo de Portugal, aos 64’, numa bola roubada por Francisco Conceição, lançada por Diogo Leite e magistralmente conduzida por Pedro Gonçalves.

O médio do Sporting é mesmo assim: apagado em boa parte do jogo, do nada tira do chapéu um lance que resolve. Depois de receber de Leite, temporizou na perfeição o contra-ataque, fixando os adversários e assistindo Dany Mota no momento certo. Mérito também para o avançado do Monza, com uma belíssima finalização, um remate rasteiro, em arco, que bateu no poste antes de entrar na baliza de Ramsdale.

Damjan Zibert - UEFA/Getty

Ao contrário do que aconteceu com a Croácia, Portugal cresceu com o golo, soube controlar com bola e aos 73’, numa grande penalidade, Trincão fez o 2-0.

Da Inglaterra pouco ou nada se viu. Uma desilusão para uma equipa que em 2017 foi campeã do Mundo sub-20 e campeã da Europa sub-19. O único momento de algum perigo chegou pouco antes do primeiro golo português, num lance individual de Madueke, que driblou vários jogadores portugueses antes de rematar muito por cima da baliza de Diogo Costa. Com duas derrotas, estão eliminados do torneio.

Já Portugal quase toca a segunda fase da prova, a eliminar, e que este ano, à conta da pandemia, joga-se com dois meses de intervalo da fase de grupos. No último jogo do grupo, frente à Suíça, basta um empate para saltar diretamente para maio. Até uma derrota pode valer a Portugal, caso a Croácia não vença a Inglaterra.