Tribuna Expresso

Perfil

Portugal

Fernando Santos: "Os primeiros 25 minutos foram de muito bom nível. Não direi excelente mas bem, o único senão foi não termos feito golo"

Fernando Santos era um homem satisfeito com a exibição de Portugal contra Israel (4-0), o último teste antes da viagem para Budapeste, na Hungria, onde vai defrontar a equipa da casa

Tribuna Expresso

NurPhoto

Partilhar

Faltou golo em bom arranque

Os objetivos que pretendíamos, que era ganhar, que é sempre bom, era também ver algumas retificações em relação ao que tínhamos conseguido com a Espanha. Acho que a primeira parte, os primeiros 20, 25 minutos, foi bem. Muito bom nível. Não direi excelente mas bem, o único senão foi não ter feito golo

O momento mais alto da equipa no jogo: 20, 25 minutos iniciais

A equipa esteve bem, com intensidade, concentração competitiva elevada, reação à perda de uma forma muito rápida, praticamente não deixando o adversário sequer construir. A dinâmica ofensiva com alguma fluência, a procurarmos esquerda, direita, entrar pelo meio, criámos quatro, cinco oportunidades de golo flagrantes. Foi o momento mais alto da equipa neste jogo.

A quebra

A equipa teve bem, cumpriu muito bem o que tínhamos de fazer nos vários momentos do jogo, procurando defender mais alto. As linhas desencontradas mas com boa ocupação de espaços. Depois tivemos 15 minutos da primeira parte em que abrandámos muito o ritmo, estávamos bem posicionados. Depois começámos a afunilar muito o jogo, jogadores muito juntos, a bola a jogar-se a três, quatro metros. Começaram a aparecer os primeiros sinais de passes errados, sem nenhuma necessidade. Nos

Acabar bem a primeira parte

Nos últimos 10 minutos voltámos a jogar como no início, acabámos por fazer os dois golos, criámos mais três ou quatro oportunidades, com o envolvimento do lateral, o João a aparecer muito bem. A equipa esteve muito bem.

A segunda parte e os testes

Estes jogos também são para isso [mudar e testar]. Uma das possibilidades que pode vir a acontecer num jogo, até porque temos equipas que jogam com três centrais e que vamos enfrentar, pode surgir a necessidade de jogar com dois jogadores na frente, mais avançados do que tem acontecido. Acho que nunca o fizemos [jogar com dois avançados na frente]. Fiz isso ao intervalo, não adiei muito para ver como as coisas funcionavam. Jogando com Bernardo e Bruno [Fernandes] por fora, são jogadores de grande capacidade técnica e de entrar [no corredor central], permitindo que os laterais subissem. Acho que foi um período que as coisas não correram tão bem, voltámos a falhar muitos passes. A equipa abriu-se muito, ao contrário do que eu esperava. Em termos de ação defensiva já não teve a mesma capacidade de reação à perda, permitiu que a equipa de Israel começasse a chegar, a aproximar-se mais da nossa área. Alterei e voltei a jogar num 4-3-3 mais clássico, a equipa estabilizou, já não houve tanta correria. Voltámos a acabar bem.