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Importa ou não se atacamos bem ou mal?

Entre dois Europeus e um Mundial, a seleção nacional ganhou três jogos em 15 nos 90 minutos. A fórmula com que se ganhou em 2016 está esgotada?

Diogo Pombo e Lídia Paralta Gomes

Fran Santiago - UEFA

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Foram 24 os remates de Portugal contra os seis da Bélgica em Sevilha, há menos de uma semana. Em Sochi, já lá vão três anos, contaram-se 19 bolas pontapeadas tentativamente à baliza do Uruguai para as sete vindas de pés sul-americanos. A Seleção Nacional perdeu, foi eliminada nos oitavos de final do Mundial de 2018, na mesma fase do Europeu de 2021 e, em oito jogos feitos entre ambos os torneios, ganhou apenas dois. Abrindo o leque até à glória parisiense de 2016 e abanando-o, são 15 partidas feitas e apenas três vitórias de Portugal conseguidas até ao fim dos 90 minutos.

A Seleção Nacional acabou duas competições seguidas a rematar mais vezes que o adversário, a jogar na pressa perseguidora do prejuízo e a ser eliminada logo após a fase de grupos, quando era, declaradamente, candidata a ir até ao fim e a ganhá-las. Como o é para 2022, pois “temos de olhar para a frente e ganhar o Mundial”, sugeriu logo Fernando Santos, na ressaca da derrota frente aos belgas, no domingo. A roda que gira e está a alcançar a Seleção portuguesa é a da fortuna, do fadário e da vontade da ventura?