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Fernando Santos: “Não tenho margem de erro, não considero que seja assim. Há que ganhar na Irlanda e ganhar aqui com a Sérvia”

Apesar de ter menos um jogo do que a Sérvia e, por isso, vantagem teórica, Fernando Santos sublinha que os dois últimos jogos de qualificação para o Mundial 2022 são "duas finais". E sobre o regresso de Renato Sanches, fala de um médio com características únicas: "Tem a irreverência, é um jogador um pouco selvagem, no melhor sentido da palavra. Nestes dois jogos isso pode ter alguma importância"

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RODRIGO ANTUNES/LUSA

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Regressos de Renato e João Félix

“O destaque é a convocatória, não quem entra ou sai. Jogadores lesionados dificilmente entram nas convocatórias. Nas duas últimas convocatórias o João nem tinha condições para ser chamado. Temos um leque alargado de jogadores para escolher, mas há sempre algo que condiciona, que é os jogadores estarem lesionados e não poderem ser chamados. Eu tenho um lote de 30 e alguns jogadores que estão sempre equacionados e perante os adversários e aquilo que pode ser necessário escolhemos os que entendemos que são melhores, isso não tem nada a ver com desvalorizar os que não vêm”

Convocatória com 26 jogadores

“Espero que não haja nenhuma baixa para o jogo com a Sérvia. Temos de ponderar os jogadores com amarelo na convocatória, mas espero que nada aconteça e acredito que não vai acontecer. Normalmente não chamo 26 jogadores, chamo 24, 25, mas é natural que olhando para todos estes factores que temos de enquadrar, que tenha convocado 26 jogadores”

Margem de erro para os dois jogos?

“Este jogo com a Irlanda é mesmo uma final, temos de o ganhar. Não tenho margem de erro, não considero que seja assim. Há que ganhar na Irlanda e ganhar aqui com a Sérvia. O que me deixa tranquilo é os jogadores que convoquei e que vão responder muito bem estas finais, o resto não me dá segurança nenhuma e temos de enfrentar os jogos da mesma forma que sempre fizemos

Questão física dos jogadores preocupa?

“Não de preocupação mas de análise. Há uma série de factores que têm de estar em análise, como já disse na segunda pergunta. Depois também aquilo que é o jogo em si, o que esperamos dos adversários. Não é preocupação, é análise. Temos de trabalhar com elas e ver como vamos abordar cada um dos jogos. Em termos base, os dois adversários jogam mais ou menos com o mesmo perfil, com três centrais. Mas não é bem a mesma coisa e isso na estratégia para o jogo terá uma abordagem diferente. Na Irlanda vamos seguramente encontrar uma equipa muito aguerrida e forte, muito forte perante o seu público, com estádio cheio. Já aqui em Portugal mostrou que trabalha muito, muito forte em certos momentos do jogo, no espaço aéreo, bolas paradas, mas também nas transições. Estou absolutamente convicto que temos condições para vencer estas duas finais”

Muitos médios

“Não é só nesse sector, felizmente para nós. Temos cinco laterais, por exemplo. O Raphael agora não pode ser convocado, mas tenho vários laterais que poderiam ser. Tenho muitos alas e no meio-campo também, ficaram esses [Sérgio Oliveira e Otávio] de fora mas poderiam ter ficado outros. O Danilo é um jogador com muita qualidade e que pode fazer dois lugares. Dá-me enormes garantias a jogar a central. Sendo de raiz obviamente um médio”

Renato Sanches de regresso

“É a abrangência que pretendemos. Ficou muita gente de fora, mesma a nível de avançados tens o Pote, o Trincão, o Guedes, o Horta, que normalmente faz parte da nossa lista, mas eu tenho de fazer opções. No meio-campo acontece o mesmo, não convoquei alguns jogadores que chamei recentemente. O Renato é um jogador com características muito especiais, não é só em Portugal, é quase único, que empresta ao jogo determinadas coisas que outros jogadores emprestam de forma diferente. Tem a irreverência, é um jogador um pouco selvagem, no melhor sentido da palavra. Nestes dois jogos isso pode ter alguma importância”

  • Renato Sanches e João Félix de regresso aos convocados de Portugal
    Portugal

    Quando faltam dois jogos para o fim da qualificação para o Mundial 2022, Portugal ocupa o segundo lugar do Grupo A de apuramento, com menos um ponto do que a líder Sérvia, que tem mais um jogo que a seleção nacional. Os sérvios são os últimos adversários, dia 14, e antes disso Portugal joga em Dublin, com a Irlanda, na próxima quarta-feira