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Sem garantir presença de adeptos nas bancadas, Dublin arrisca saída do Euro 2020

A Federação Irlandesa de Futebol comunicou à UEFA que neste momento “não está em posição de dar garantias” de ser possível contar com a presença de adeptos no Aviva Stadium, em Dublin, um dos 12 recintos que vão receber jogos do Europeu, em junho

Diogo Pombo

Eóin Noonan

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Aquela cujo nome é mencionada todos os dias, incontáveis vezes, não demoveu a UEFA de manter o plano inicial do adiado Campeonato da Europa, que era para ser em 2020 e, até ver, acontecerá no verão deste ano (11 de junho a 11 de julho) em 12 países diferentes, respetivamente numa dúzia de cidades: Amesterdão, Baku, Bilbau, Bucareste, Budapeste, Copenhaga e Dublin.

Ora, a UEFA pediu aos responsáveis pelo futebol na Holanda, no Azerbaijão, em Espanha, na Roménia, na Hungria, na Dinamarca e na Irlanda que enviassem um plano que delineasse a possível presença de adeptos nos estádios durante a prova. A ideia era que, dispondo já dessas informações, o comité executivo da entidade decidisse, em reunião marcada para 19 de abril, onde e como será jogado o torneio. Nesse dia, saberá já que a capital irlandesa vê a coisa um pouco negra.

Esta quarta-feira, a Federação Irlandesa de Futebol revelou ter comunicado à UEFA que “não está em posição, neste momento, de dar garantias quanto a números de espetadores nos jogos” previstos para Dublin, em junho. Para a cidade estão previstos quatro encontros, sendo que três são do Grupo E e o restante é relativo aos oitavos-de-final: o Polónia-Eslováquia (14 de junho), o Suécia-Eslováquia (18 de junho), o Suécia-Polónia (23 de junho) e o jogo das eliminatórias (29 de junho).

Decisão final nas mãos da UEFA

Já fora noticiado que a UEFA pretendia que todos os estádios do Europeu pudessem acolher adeptos até 25% dos seus lugares disponíveis. No caso do Aviva Stadium, em Dublin, tal corresponderia a cerca de 13.000 pessoas. “O governo, a federação, o Aviva Stadium e a Câmara Municipal de Dublin reconhecem os desafios colocados pela presença de público e que as questões de saúde pública são a consideração mais importante na organização do projeto”, refere a federação irlandesa.

Mantendo a UEFA a intenção de contar com a presença de adeptos nos estádios, e continuando a impossibilidade de as autoridades irlandeses garantirem condições para tal, a entidade poderá abdicar da Irlanda como uma das nações-sede do Europeu - o primeiro da história a ser realizado em mais do que dois países diferentes.