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Pedro Proença diz que "há uma linha que foi ultrapassada" e pede uma "reflexão profunda dos dirigentes"

Em declarações à RTP3, presidente da liga apontou o dedo às pessoas que têm “utilizado o futebol como um meio para atingir outros fins”

Lusa e Expresso

Foto Rui Duarte Silva

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O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) defendeu uma "reflexão profunda dos dirigentes, porque há uma linha que foi ultrapassada", no caso dos atos de violência de hoje na Academia do Sporting, em Alcochete.

"Chegou o momento de reflexão profunda dos dirigentes, porque há uma linha que foi ultrapassada, porque o que se passou não foi um caso desportivo, é um caso de polícia, contra os verdadeiros artistas do futebol", afirmou Pedro Proença, em declarações à RTP3.

Durante a tarde de hoje, cerca de 50 indivíduos de cara tapada, alegadamente adeptos 'leoninos', invadiram a Academia e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic, assim como o treinador Jorge Jesus e outros membros da equipa técnica.

Proença afirmou ainda que há pessoas que têm “utilizado o futebol como um meio para atingir outros fins”. O presidente da Liga afirmou estar a referir-se “a todos em concreto”, nomeadamente “dirigentes e toda a gente que não tem sabido ter a calma e a tranquilidade”.

Questionado sobre se Bruno de Carvalho está incluído neste grupo, Proença não concretizou, afirmando apenas que “os dirigentes têm de perceber que no futebol não vale tudo”.