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Madeira Rodrigues justifica abandono e apoio a Ricciardi: “É aquele que tem capacidade para colocar o Sporting no caminho do sucesso”

Pedro Madeira Rodrigues decidiu retirar-se da corrida à presidência do Sporting, a quatro dias das eleições, para apoiar José Maria Ricciardi

Tribuna Expresso e Lusa

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Pedro Madeira Rodrigues confirmou hoje a desistência das eleições para a presidência do Sporting, marcadas para o próximo sábado, e expressou o seu apoio à lista de José Maria Ricciardi para “evitar experimentalismos” no futuro do clube.

Num comunicado enviado às redações, o até agora líder da lista C fez uma “reflexão” e explicou estar “empenhado em contribuir para uma solução eficaz”, garantindo “nunca ter estado obcecado em ser presidente do Sporting”, apesar de já ter concorrido ao ato eleitoral de 2017, no qual seria o único opositor à lista vencedora do anterior presidente, Bruno de Carvalho.

“Para evitar que o seu rumo fique entregue a experimentalismos, decidi apoiar a lista B de José Maria Ricciardi. Dos atuais candidatos é aquele que sei que tem capacidade de gestão e liderança para colocar o Sporting no caminho do sucesso”, refere a nota do gestor, de 47 anos.

Embora tenha decidido avançar inicialmente por “não ver em nenhum dos candidatos assumidos a capacidade para assumir a condução do Sporting”, Pedro Madeira Rodrigues deixou agora uma palavra de agradecimento à sua equipa e aos seus apoiantes, resumindo a saída da corrida eleitoral como “um sinal de união fundamental” para o clube.

Em 2017, Madeira Rodrigues foi derrotado nas eleições para o Sporting por Bruno de Carvalho, recolhendo 9,49% dos votos contra 86,13% do presidente reeleito, que viria a ser destituído em Assembleia Geral, em junho de 2018.

Com a desistência de Madeira Rodrigues fica reduzido a seis o número de candidatos à liderança do clube de Alvalade: João Benedito (lista A), Ricciardi (B), Frederico Varandas (D), Rui Jorge Rego (E), José Dias Ferreira (F) e Fernando Tavares Pereira (G).

O comunicado de Pedro Madeira Rodrigues, na íntegra

"Quando em 2017 decidi avançar com a candidatura à presidência do Sporting Clube de Portugal, fi-lo sobretudo por Sportinguismo, espirito de missão e por ter a certeza de que era essencial existir uma alternativa à Direção do Sporting CP de então, sendo fundamental haver alguém a alertar para o perigo de um segundo mandato. Não ganhei, mas aprendi.

Este ano, quando se colocou o cenário de eleições, não tinha como condição imprescindível voltar a avançar e, na altura em que decidi fazê-lo, foi sobretudo por não ver em nenhum dos candidatos assumidos até à data em que avancei, a capacidade para assumir a condução do Sporting Clube de Portugal. Para além disto, decidi avançar a partir do momento em que tinha asseguradas boas soluções para o futebol e para a área financeira.

Estou habituado a tomar decisões e decidir pelo que entendo ser o melhor e não pelo que é politicamente correto.

Chegando a este ponto e após reflexão e por nunca ter estado obcecado em ser presidente do Sporting Clube de Portugal, mas antes empenhado em contribuir para uma solução eficaz que traga de volta o grande Sporting e para evitar que o seu rumo fique entregue a experimentalismos, decidi apoiar a lista B de José Maria Ricciardi. Dos atuais candidatos é aquele que sei que tem capacidade de gestão e liderança para colocar o Sporting CP no caminho do sucesso.

Dou assim um sinal de união que é fundamental no momento que o nosso clube atravessa.

Agradeço a toda a minha equipa e aos meus apoiantes pela disponibilidade e confiança que em mim depositaram.

Viva o Grande Sporting!"