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Sporting gera discussão entre magistrados: Conselho Superior da Magistratura vai analisar participação dos juízes nos clubes de futebol

A propósito das eleições no Sporting, o órgão que regula e fiscaliza os magistrados vai discutir se os juízes devem poder integrar os órgãos sociais dos clubes de futebol. Na lista de Frederico Varandas foram eleitos dois magistrados

Carolina Reis

RODRIGO ANTUNES/LUSA

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As eleições do Sporting terão eco na relação entre os juízes e os clubes de futebol. O Conselho Superior da Magistratura (CSM) vai discutir a participação de magistrados nos órgãos sociais dos clubes. O tema será levado a plenário em outubro e irá incidir sobre juízes no ativo e jubilados.

Desde 1993 que o CSM tem manifestado o desagrado na relação entre os juízes e o futebol. Nesse ano, o Conselho deliberou que os magistrados não poderiam ter funções no futebol profissional, tendo sido alterado o Estatuto dos Magistrados. Contudo, o Tribunal Constitucional veio a considerar a norma inconstitucional.

"Tendo em conta a sensibilidade, dado a necessidade de preservar a dignidade da função judicial e tendo em conta o tempo decorrido é altura do CSM reapreciar e refletir sobre a conveninência de condicionar a participação de juízes nos órgãos estatutários de entidades envolvidas em condições desportivas de cariz profissional à prévia autorização do Conselho", diz ao Expresso Mário Morgado, vice-presidente do CSM.

Depois de Carlos Catarino, conselheiro jubilado que tem em mãos o processo de Neto Moura, ter sido eleito como suplente do Conselho Fiscal e Disciplinar e de José Manuel Costa Galo Tomé de Carvalho, desembargador da Relação de Évora, ter tomado posse como secretário da Mesa da Assembleia Geral do clube de Alvalade.