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“Se houvesse um mandato de detenção, seria absolutamente ilegal. Não havendo, está tudo bem”

José Preto, advogado do ex-presidente do Sporting, disse, à porta do Campus de Justiça, em Lisboa, que Bruno de Carvalho se deslocou, esta quinta-feira, ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) para "se pôr à disposição da procuradoria, para o que fosse útil", pois soube que, alegadamente, seria emitido um mandato em seu nome

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ANTÓNIO COTRIM/LUSA

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Bruno de Carvalho começou por se deslocar, esta quinta-feira, e voluntariamente, ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), acabando por ir ao DIAP, para ser ouvido no âmbito do processo relativo aos ataques na Academia de Alcochete. O ex-presidente do Sporting disse que tal aconteceu porque soube que seria emitido um mandato em seu nome, na sexta-feira - portanto, decidira antecipar-se e apresentar-se perante os procuradores.

O antigo líder do clube de Alvalade, destituído de funções em junho, explicou a situação aos jornalistas, à saida do Campus de Justiça, em Lisboa: "Fui ao DCIAP e chegámos à conclusão que o processo estaria aqui, no DIAP, mas está com o juiz de instrução", começou por explicar Bruno de Carvalho, lembrando que o pedido que fez para que fosse assistente neste processo foi indeferido."Só fomos notificados hoje do indeferimento. As razões não são as que foram apontadas pela comunicação social. Como o processo não está aqui, não pudemos ser ouvidos".

Depois, o seu advogado esclareceu que não existe qualquer mandato de detenção em nome de Bruno de Carvalho e, caso existisse, "seria absolutamente ilegal". José Preto acrescentou que "há a constatação de um situação processual" e que o "requerimento" do antigo presidente do Sporting "era no sentido de se pôr à disposição da procuradoria, para o que fosse útil".

"Havia rumores que um mandato de detenção se estaria a preparar, mas não se confirma. Parem com essas fantasias assassinas, completamente amadoras e irresponsáveis. As pessoas são detidas nesta terra nas formas mais inconcebíveis. Nada nos surpreenderia", disse, ainda, o advogado de Bruno de Carvalho.