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“Nas redes sociais, dizia-se que Bruno de Carvalho ia ficar e ele apareceu na MEO Arena na AG por achar que ia ganhar”

Na primeira grande entrevista depois de ter sido eleito presidente do Sporting, Frederico Varandas responde desassombradamente a todas as perguntas que lhe são colocadas sobre os mais variados temas. Numa conversa longa, o antigo diretor clínico do clube aborda as contas, as dificuldades, os sócios mediáticos que nada trazem a Alvalade, Bruno de Carvalho, as rescisões e a guerrilha das redes sociais

Pedro Candeias e Tiago Miranda

TIAGO MIRANDA

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O Sporting vai sair da guerra comunicacional dos últimos anos? Temos assistido a um combate diário nas redes sociais.
As redes sociais são o submundo. As pessoas reagem ao que se diz e o que se fala nas redes sociais. Eu não leio blogues, não vejo o Twitter, não tenho Facebook. No dia anterior à destituição de Bruno de Carvalho dizia-se, nas redes sociais, que ele iria ficar com 70% dos votos, que era impossível cair. Ele próprio achava que ia ganhar, daí ter ido para a MEO Arena. As redes sociais são tão barulhentas que se confundem com a realidade. E ele perdeu com 70% dos votos. E já nas eleições, o submundo dizia que era impossível eu ganhar — e, mais uma vez, perderam. Isto é transversal à sociedade.
E os programas de TV?
Jamais um sportinguista receberá de mim uma diretriz para dizer isto ou aquilo. Isso é indigesto, gosto de pensamento livre, mesmo que critiquem o Sporting. É horrível, não é do século XXI; e até é humilhante para o comentador. Eu acredito na democracia.

*Leia a entrevista a Frederico Varandas na edição de sábado do Expresso