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Caso de Alcochete. Bruno de Carvalho vai ser ouvido quase um ano depois do ataque

Agora é de vez. Depois de dois incidentes de recusa de juiz falhados, a fase de instrução do ataque de Alcochete avança em meados de maio

Hugo Franco e Rui Gustavo

Pedro Nunes

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O ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho vai ser ouvido a 14 de maio na fase de instrução do ataque da academia de Alcochete. Ou seja, quase um ano depois do ataque.

Esta é a fase em que as defesas apresentam os argumentos e tentam rebater as acusações do Ministério Público.

Bruno de Carvalho não foi o único dos arguidos a pedir a abertura de instrução. Também alguns elementos da Juventude Leonina que invadiram a academia a 15 de maio de 2018 vão ser ouvidos pelo juiz de instrução nos prximos dias 13 e 14 de maio.

As inquirições serão realizadas no Campus da Justiça, em Lisboa.

Este é o segundo agendamento da abertura da fase de instrução. As primeiras datas ficaram sem efeito depois de dois advogados do processo terem pedido o afastamento do juiz Carlos Delca ao Tribunal da Relação de Lisboa. Mas os pedidos foram chumbados pelos desembargadores há poucos dias.

O incidente de recusa de juiz é um pedido raro, que só é usado pelos advogados em casos extremos, quando acreditam ter motivos sérios para duvidar da imparcialidade do magistrado. Uma “bomba atómica” jurídica que, se for usada sem justificação, pode valer aos advogados uma condenação por litigância de má-fé.

Os advogados alegaram que existia um “motivo objetivo sério e grave” que gerava “desconfiança sobre a imparcialidade” de Carlos Delca e que o juiz não oferecia “garantias de imparcialidade”, de “isenção” e de “reserva” para fazer a instrução.

Carlos Delca foi o juiz que decretou a prisão preventiva da esmagadora maioria dos arguidos e vai agora fazer a instrução do processo.