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Keizer já tem “uma pequena ideia do que é o Jamor”. E é “incrível”

Técnico dos leões repetiu o adjetivo, usando-o para os jogadores e para as duas taças que ajudou a dar ao Sporting

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Depois do que se viu no Jamor em maio de 2018, um Sporting futebolisticamente derrotado pelo Desportivo das Aves e psicologicamente arruinado pelo ataque à Academia de Alcochete, dificilmente alguém diria que um ano seria suficiente para ali voltar e dali sair com uma taça em mãos. Mas é para momentos destes que servem chavões como “a magia do futebol”.

Marcel Keizer não terá visto esse jogo de há um ano (pelo menos, não há um ano) — estava prestes a assinar pelo distante Al Jazira, dos Emirados Árabes Unidos. Mas desde que chegou ao Sporting, não terão sido poucas as vezes que ouviu falar dele. O fim de uma época que parecia o começo de um calvário foi esta tarde revivido e transformado em qualquer coisa nova. E o treinador holandês ficou, enfim, com “uma pequena ideia do que é o Jamor”. Em declarações aos jornalistas, repetiu-se: incrível, incrível.

“Esta equipa é incrível”, “o que os jogadores fizeram hoje foi incrível”. Ganhar duas taças num ano de recuperação das feridas? “Não imaginava, mas tentámos e conseguimo-lo. É incrível. Muito bom para eles.”

Há outro chavão do futebol que fala da estrelinha. Num jogo decidido nos penáltis, depois de golos em cima do intervalo e no último minuto do prolongamento, Keizer não podia esquecê-la. “Claro que precisámos de um pouco de sorte, mas esta tarde os rapazes estiveram inacreditáveis, pela forma como correram, pela forma como lutaram, inacreditável. Ao nível do futebol, não foi sempre bom, mas o carácter e o espírito dos jogadores foi inacreditável. Todo o crédito é para os jogadores.”