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Caso de Alcochete. Rutura entre Bruno de Carvalho e o advogado

José Preto já não defende o ex-presidente do Sporting. Esta terça-feira decide-se se o caso é novamente adiado

Hugo Franco e Rui Gustavo

Bruno de Carvalho será ouvido pelo Ministério Público na próxima quarta-feira, no âmbito do processo do ataque à Academia de Alcochete

José Fernandes

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O advogado José Preto já não representa Bruno de Carvalho no processo da invasão de Alcochete. A notícia foi avançada pelo “Diário de Notícias” e confirmada pelo Expresso. A ruptura entre o ex-presidente do Sporting e José Preto aconteceu já há algum tempo e está relacionada com pontos de vista diferentes na estratégia de defesa nesta fase do processo. Diferentes fontes do mesmo apontam versões opostas sobre este ‘divórcio’.

O caso, que conta com 44 arguidos, a maioria em prisão preventiva, pode ser novamente adiado esta terça-feira. Isto porque o advogado Mário Henriques, que defende um dos primeiros 23 detidos no âmbito da invasão ao centro de estágios do Sporting, apresentou um pedido de recusa do juiz de instrução Carlos Delca. É a quarta escusa de juiz no caso, algo raro na Justiça portuguesa.

Estão marcadas para esta terça-feira quatro audições de arguidos no caso mas se o magistrado entender, podem ficar novamente adiadas. Seria a terceira vez em poucos meses.

Aproxima-se assim a data para a libertação dos primeiros 23 suspeitos do ataque. Se até 21 de setembro o juiz não proferir o despacho de pronúncia ou não pronúncia (se vai ou não a julgamento) estes arguidos serão libertados.

Se tudo correr sem incidentes legais, Bruno de Carvalho é ouvido amanhã, quarta-feira, no segundo dia da fase de instrução.