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O Bom, o Mau, o Herói e o Vilão do Club Brugge - Sporting

O Sporting encontrou o Club Brugge, vice-campeão belga, e perdeu o jogo nos penáltis, depois de um empate (2-2) no tempo regulamentar. E este é o Bom, o Mau, o Herói e o Vilão, formato da Tribuna Expresso para resumir os encontros desta pré-época 2019/20

Pedro Candeias

Gualter Fatia

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O Bom

Ora, num jogo particularmente aborrecido - não deixem que os quatro golos vos enganem - o melhor do Sporting esteve no meio-campo, porque também é lá que estão os seus melhores jogadores.

Foi por ali que se construíram algumas combinações interessantes - que, por agora, não individualizarei -, capazes de disfarçar o cansaço e a pouca competitividade coletiva nesta fase.

Não foi um ofício full-time, mas sobretudo em transição ofensiva notou-se qualidade e, vá, discernimento. É verdade, também, que do outro lado jogou o vice-campeão da Bélgica, e não um impronunciável clube da 3.ª divisão suíça, pelo que a exigência subiu e a análise merece outros cuidados.

O Mau

Keizer apostou num onze inicial com laterais pouco expeditos - Conté e Ilori - que nada subiram e nenhum espaço no meio-campo ocuparam.

Como se isso não bastasse, foi de um lado e do outro que o Brugge causou mais perigo, sendo até angustiante a forma como ambos os defesas abordaram lances perante o 1x1 contra os seus adversários diretos.

Por outro lado, esta aposta num 4x3x3 híbrido - assimétrico, diria o saudoso José Peseiro -, com Vietto a descair para a esquerda e/ou a trocar de lugar com Bruno Fernandes, levanta questões de mobilidade, velocidade e intensidade.

O argentino não é um extremo, mas um segundo avançado; e Bas Dost é um ponta de lança que caminha vagarosamente para o lugar de poste da NBA: está lá para encostar.

O Herói

O homem foi à lua, o aquecimento global existe, as vacinas curam, Bruno Fernandes é o melhor jogador do Sporting e os outros estão a léguas. São verdades que não se discutem, que seguem as etapas do método científico.

Portanto, sim, Bruno Fernandes é o herói do Sporting porque tem a qualidade extra de ver um bocadinho mais á frente, como no passe para o golo de Jovane Cabral. Que também entrou bem, na segunda-parte, a parte em que o Sporting esteve francamente melhor.

Nota para a exibição segura do experimentado Luís Neto, para os pormenores de Gonzalo Plata e para a serenidade de Maximiano. Está escrito nas estrelas que será o futuro guarda-redes do Sporting.

O Vilão

Há um Bas Dost pré-Alcochete e outro completamente diferente depois disso. Coincidência ou não, o holandês desligou-se do jogo e da equipa foi tomado pela letargia que denuncia a falta de confiança com que encara os lances. Quando Luiz Phellype perder finalmente os quilinhos que ganhou nas férias, será ele o titular.