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Desobediência a agentes, haxixe no tribunal e outras queixas: juíza ameaça arguidos da invasão de Alcochete com prisão preventiva

Um suspeito foi apanhado com haxixe quando entrava para a sala de audiências, outro foi levado para a esquadra por desobediência aos agentes da PSP, juíza está farta de receber queixas e ameaça com agravamento das medidas de coação

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Tiago Petinga

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A sessão de hoje do julgamento da invasão da Academia de Alcochete começou com uma reprimenda da juíza Sílvia Rosa Pires que rapidamente se tornou numa ameaça: "Estou farta que me sejam reportados incidentes de maior ou menor gravidade. Relembro-vos a gravidade dos factos que são a ser julgados e a gravidade das penas em causa. O agravamento é a prisão preventiva”, avisou a magistrada, segundo relata a TVI.

A zanga de Sílvia Rosa Pires tem dois motivos: Na terça feira um dos arguidos, Domingos Monteiro, foi levado para a esquadra pela PSP por desobediência. Ao Observador, o porta-voz da PSP, comissário André Serra, explicou que “não se tratou de uma detenção”. “O indivíduo teve comportamentos inadequados ainda dentro do tribunal, e depois fora, para com os agentes da PSP e para ser identificado foi conduzido à esquadra. Vai ser feito um expediente de participação por comportamentos impróprios”, explicou.

Antes dele, um outro arguido foi apanhado com haxixe quando entrava para a sala de audiências do Tribunal do Monsanto. A esmagadora maioria dos arguidos está em prisão domiciliária e podem voltar a ser presos preventivamente se a juíza assim o entender.

Hoje está a ser ouvido um militar da GNR, um dos primeiros a chegar à Academia já depois da invasão e das agressões, que relatou tribunal ter visto Jorge Jesus com um "edema na cara" e Bas Dost "com um ferimento na cabeça".

À tarde será ouvido um segurança do Sporting que estava à entrada da Academia quando se deu a invasão.

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