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O ex-adjunto de Jesus achou que não ia sair vivo de Alcochete

O ex-treinador adjunto do Sporting Raul José disse esta quarta-feira, em tribunal, que viveu "quatro a cinco minutos de terror" no ataque à academia de Alcochete, durante os quais pensou que "não iriam sobreviver", e relatou agressões a vários futebolistas

Lusa

MIGUEL A. LOPES/ Lusa

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O ex-treinador adjunto do Sporting Raul José disse hoje em tribunal que viveu "quatro a cinco minutos de terror" no ataque à academia de Alcochete, durante os quais pensou que "não iriam sobreviver", e relatou agressões a vários futebolistas.

"Vi a chegada de um primeiro grupo de indivíduos, entre 10 a 15. Lançaram tochas, havia fumo, agrediram três, quatro jogadores. Gerou-se um clima de pânico total e de terror, em que tivemos dificuldade em perceber o que aconteceu naqueles quatro a cinco minutos de terror", descreveu o ex-treinador adjunto da equipa liderada por Jorge Jesus, que estava no corredor de acesso ao balneário, em frente à porta que dá para o vestiário, no qual estava "90% do plantel".

Raul José, que está a ser ouvido nona sessão do julgamento da invasão à academia 'leonina', em 15 de maio de 2018, que decorre no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, explicou ao coletivo de juízes ter visto agressões aos jogadores William Carvalho, Acuña e Battaglia, os dois últimos "alvos definidos" pelos elementos que entraram no vestiário, que lhes deram socos, estaladas e empurrões.