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“Talvez o advogado de Bruno de Carvalho tenha ordens para me chamar Joaquim. Sendo ele sportinguista, acho estranho não saber o meu nome”

Capitão e figura de maior destaque no plantel do Sporting, Bruno fala de Alcochete, dos atrasos de Wendel, sem esquecer os problemas do advogado de Bruno de Carvalho em atinar com o seu nome

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EDUARDO COSTA/Lusa

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É atualmente um dos embaixadores do futebol português e não joga num clube estrangeiro. Joga num clube que tem passado por momentos impensáveis nos últimos anos e cuja equipa de futebol disputa uma competição diferente, que se vai arrastando em salas de tribunal. Bruno Fernandes faz manchete na segunda parte [o resumo da primeira parte está AQUI] de uma entrevista ao jornal “Record”, da qual destacamos os momentos mais importantes.

A influência do julgamento de Alcochete no trabalho

“Por incrível que possa parecer, (…) esta tem sido uma época complicada também por causa disso. Reviver todos os momentos, lembrar tudo ao pormenor… Ter de ir a tribunal nunca é fácil. Estar frente a frente com advogados que fazem o papel deles em defesa dos arguidos. É difícil por estarmos em competição. Eu estive três horas à espera que o Ristovski acabasse o depoimento dele para ir fazer o meu. Aquelas três horas (…) mexem, cansam e desconcentram. (…) Afeta qualquer um. Não está em questão o atleta, mas o ser humano.”

O advogado de BdC

“O papel dele [de Miguel A. Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho] passa por tentar enervar-me. Talvez tivesse ordens de alguém para me tentar enervar chamando-me Joaquim. Mas eu também não sei o nome dele e, sinceramente, não estou muito interessado nem preocupado com o facto de ele me chamar Joaquim ou outro nome qualquer. Pelo que me disseram, estamos a falar de um sportinguista. Acho estranho um sportinguista não saber o meu nome. Se é assim tão adepto, deveria saber o nome dos jogadores que representam o seu clube.”

Frederico Varandas e as claques

“Se os jogadores não conseguirem dar um bom espetáculo, as pessoas estão no direito de assobiarem ou até de dizerem que os jogadores não merecem o apoio deles. Mas nós tentamos tudo para que os adeptos tenham alegrias. Ninguém sai do relvado feliz por perder. Ninguém. (…) O jogador não gosta de perder à PlayStation nem ao berlinde. Eu não gosto de perder com a minha filha nem aos joguinhos, quanto mais um jogo.

O pontapé na porta no Bessa

“Falei com muita gente dentro do Boavista, porque não ficou nada escrito no relatório. O Boavista sabia que tinha sido eu a partir a porta e disse que não se iria escrever nada no relatório, porque não faria sentido, era um momento normal, do calor do jogo. Foi essa a mensagem que passaram. E depois as imagens saem cá para fora. As pessoas com quem eu falei do Boavista dizem que não foram elas, que não foi o Boavista, porque quem tem acesso é a (empresa de) CCTV. O que mais me magoa é a Liga. As imagens saem quando não podem sair, porque isso não é permitido (por lei), e a Liga nada faz.”

Wendel

“Já apostei com o Wendel que ele vai chegar atrasado das férias do Natal. Por isso… Espero bem que ele não chegue, para perder esta aposta. O Wendel tem muita qualidade. Tem uma margem de progressão muito grande, mas ainda se está a adaptar à Europa.”