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Frederico Varandas: "Estes senhores acham que mandam no Sporting, mas nunca mais vão mandar. O clube não é deles, é dos sócios"

O presidente do Sporting pronunciou-se sobre as agressões a Miguel Afonso e os insultos a Filipe Osório de Castro, vice-presidentes do clube, falando numa claque - sem especificar - para garantir que a atual direção "não recua" e que "os privilégios que estes senhores não têm, que nunca mais voltam a ter" durante a sua presidência

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Frederico Varandas é presidente do Sporting desde setembro de 2018

TIAGO MIRANDA

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Este 9 de fevereiro era dia de protesto. Convocada estava uma manifestação, em Alvalade, perto do estádio, à qual compareceram cerca de três mil pessoas, que entoaram cânticos pela demissão de Frederico Varandas, entre o jogo de futsal que opôs o Sporting ao Benfica e a partida de futebol que o clube iria ter contra o Portimonense.

Resultado: indignação demonstrada na rua, um vice-presidente (Miguel Afonso) e a sua filha foram agredidos e outro vice-presidente (Filipe Osório de Castro) foi insultado, ambos no interior do estádio, por "pessoas identificadas com adereços da Juventude Leonina", escreveu o clube, no comunicado em que reagiu aos incidentes. "Perante as agressões, a violência, as ameaças e os insultos o Sporting não irá ceder. Isto não é o Sporting", lê-se, também, na reação.

Depois, compareceu Frederico Varandas a condenar o episódio, criticar a claque - embora sem mencionar o seu nome - e assegurar que a direção à qual preside não recuará, afirmando à "RTP" que "estes senhores nunca mais voltam a ter privilégios com esta direção".

As declarações de Frederico Varandas:

“Um episódio como este, há mais de 10 anos, fez um presidente demitir-se. Curiosamente, quem está à frente desta claque mantém-se. Os presidentes e os treinadores vão mudando, mas a direção desta claque mantém-se.

Claque esta que, na primeira volta, ao sairmos de Portimão em primeiro lugar, fui ofendido com insultos e cânticos. Mas, à terceira jornada, o Sporting era líder do campeonato. O que mudou? Os privilégios que estes senhores não têm, que nunca mais voltam a ter com esta direção. E se julgam que, cobardemente, é a amedrontar que esta direção recua... Porque é fácil recuar.

Etamos aqui por amor e temos famílias em casa, vale a pena? Vale, porque amamos este clube, clube que dizem que é deles, mas não é, é dos sócios do Sporting Clube de Portugal, mas vai chegar o momento em que não pode ser apenas esta direção a bater-se nesta guerra. Hoje, aqui, não está em causa nenhum resultado desportivo, mas a soberania do Sporting.

Estes senhores acham que mandam no Sporting, mas nunca mais vão mandar."