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Emanuel Ferro, adjunto de Silas: "Olhando para o jogo, temos consciência que fizemos muita coisa bem"

O treinador adjunto de Silas defendeu, no final da derrota (4-1) contra o Basaksehir, que eliminou o Sporting da Liga Europa, que a equipa dominou a segunda parte e o prolongamento, lamentando os golos sofridos de bola parada

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OZAN KOSE/Getty

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A explicação possível

"Era um jogo diferente, sabíamos disso. O adversário ia ter mais iniciativa, baixámos um pouco as linhas, se calhar demasiado e demonstrámos alguma incapacidade de pressionar. Os golos que sofremos foram de bola parada. Acabámos por sofrer da iniciativa do adversário.

Na primeira parte, temos a consciência de que não travámos o jogo ofensivo do adversário como queríamos. Nem sempre conseguimos ter sucesso e tivemos menos capacidade ofensiva, embora tenhamos criado uma ou duas oportunidades. Depois ajustámos isso. Na segunda parte ajustámos, tivemos o domínio do jogo, ficámos em vantagem, mas depois a acabar deixámos empatar a eliminatória. O prolongamento foi mais nosso, a procurarmos a vitória e no final comprometemos tudo com um penálti.

Na segunda parte entrámos bem, dominámos o jogo, marcámos, ficámos por cima da eliminatória, tivemos situações de golos e sofremos em cima do final do jogo, de forma injusta, a nosso ver. Tínhamos sido superiores no conjunto das duas mãos. O prolongamento foi mais do mesmo. É inadmissível que tenhamos permitido cinco golos de bola parada no conjunto das duas mãos. Fomos superiores, podíamos ter matado a eliminatória, mas acabámos por sofrer com as bolas paradas."

O porquê da entrada de Doumbia?

"Fizemos o que achávamos que devíamos fazer. Resultou bem, podíamos ter matado o jogo, não baixamos as linhas, apenas conseguimos estancar mais o ataque adversário e num canto acabámos por sofrer o terceiro golo. As decisões do jogo são de momento, temos sempre uma intenção positiva. Consideramos que o jogo melhorou com a entrada do Doumbia, ajudou."

Falta Bruno Fernandes à equipa?

"Viemos de uma vantagem de 3-1 contra um bom adversário e depois desta eliminação podemos arranjar todos os argumentos para justificar, mas o que sentimos é que cometemos erros individuais e coletivos. A equipa que foi eliminada hoje também foi a mesma que ganhou 3-1 em casa. Não passámos, assumimos a responsabilidade disso, mas isso não altera nada o cariz da equipa."

Os meses que restam de época

"Existem jogos para disputar e o nosso compromisso faz com que tenhamos muito para lutar. Lutamos por nós, para corrigir coisas que comprometem o nosso sucesso e vamos potenciar coisas muito boas e tornar esta equipa mais competitiva. Sabemos que queremos recuperar a posição no campeonato e queremos lutar em cada jogo por isso.

Hoje podemos apresentar todas as razões para explicar o insucesso desta eliminatória e tudo é válido para colocar em causa a estratégia e o que fizemos em casa, na primeira mão. Mas, olhando para o jogo, temos consciência que fizemos muita coisa bem, isso não nos consola, mas a responsabilidade é igual em todos os jogos e com vontade em melhorar."

O futuro de Silas

"O que quero é que os jogadores recuperem, foi uma viagem difícil. O essencial é trabalharmos de forma comprometida e séria."