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Silas anuncia saída e confirma Rúben Amorim: "Vai precisar de muita ajuda, mas o que posso dizer é que vem para cá um grande treinador"

Técnico diz que decisão foi tomada após a derrota na Turquia para a Liga Europa, na última semana. Na despedida, diz que assume as suas responsabilidades mas que estas são partilhadas e que outros também as devem assumir

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MANUEL DE ALMEIDA

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Acaba em março a aventura de Silas como treinador do Sporting, que terá assim o seu 3.º treinador da época. Ao que tudo indica, Rúben Amorim. Na conferência de imprensa que se seguiu à derrota com o Famalicão por 3-1, Silas anunciou a sua saída.

“Temos de assumir as nossas responsabilidades e quero dizer-vos que este é o meu último jogo à frente do Sporting. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de aprender coisas que se calhar nunca iria aprender. É uma decisão mais do que pensada, que começou a ser pensada logo na Turquia e tomada na sexta-feira, sem volta atrás”, começou por dizer o agora ex-treinador dos leões.

“Foi um orgulho enorme representar o Sporting, poderíamos ter feito mais, mas acho que todos poderíamos ter feito mais. Esta decisão é a pensar no Sporting, porque o Sporting tem de começar a pensar na próxima temporada, para não ter dissabores como este ano, por isso o mais natural é nós sairmos e que venha um novo treinador que comece já a trabalhar com estes jogadores e na sua ideia de jogo, porque acho que isso é muito importante para o Sporting”, continuou.

E será esse novo treinador Rúben Amorim? Pelas palavras de Silas, será mesmo

“Sobre o Rúben, digo-vos o que disse quando ele estava no Casa Pia: será um grande treinador. Tem muito pela frente, tem muito para aprender. Vai precisar da ajuda de todos. Vem para um desafio enorme. Como ex-colega e amigo dele, desejo-lhe o melhor. Isto é para pessoas de coragem. Como homem nem preciso de dizer, porque é meu amigo, como treinador, posso dizer que vem para cá um grande treinador”

“Eu treino pelo prazer de treinar e se não estou bem num sítio mudo e o Sporting também tem o direito de mudar. Já vos disse ontem que a minha relação com o presidente e com o Hugo [Viana] é muito honesta e leal. Todos gostamos muito do Sporting e não andamos aqui para nos enganar. Acho que quando chegámos as coisas estavam muito piores e houve uma evolução na equipa”, disse ainda.

Sobre os jogadores, Silas foi mais críptico: “Senti apoio do presidente e dos jogadores também, agora é natural que haja jogadores que gostam mais de uma coisa, outros que se sentem mais confortáveis de outra. É natural que haja jogadores que se sentem injustiçados, se temos 25 ou 26 há 14 ou 15 que ficam de fora, mas nunca senti falta de apoio dos jogadores. Senti sim, o que é normal, porque eu também fui jogador, desgosto por não jogar ou por não estar a participar tanto. Eles querem ganhar, mas às vezes não chega. Se me perguntarem se eles têm responsabilidades, acho que têm também. Eu estou aqui a assumir as minhas responsabilidades, toda a gente terá de assumir as suas. O Sporting precisa de mais do que aquilo que todos os nós demos”.

"Deixo uma equipa que em casa é muito competitiva e que fora tem de melhorar os seus níveis de concentração. Acho que agora são mais equipa do que antes. O Rúben, como disse, vai precisar de muito apoio e não é só da estrutura, também é dos jogadores. O apoio que eles me deram, não lhes peço muito mais. Agora, podem melhorar algumas coisas, concentração, a nível técnico e tático e abrir um pouco mais a mente, mas não tenho mais a apontar", rematou.