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Silas já rescindiu, Rúben será apresentado na quinta-feira

Silas já não está contratualmente ligado ao Sporting e a confirmação consta na CMVM. O clube vai apresentar Rúben Amorim na quinta-feira, pelas 15 horas

Diogo Pombo

Gualter Fatia/Getty

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O contrato que ligou Silas ao Sporting e o clube ao treinador foi rescindido, durante a tarde desta quarta-feira. A rescisão já foi comunicada à Comissão de Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM). Rúben Amorim, o treinador vindouro cujo nome anunciado foi pelo seu cessante antecessor, será apresentado às 15h de quinta-feira.

Teve que ser Silas, um quê taciturno, mas honroso, dono imóvel da sua postura, aberto a responder a tudo, a confirmar o que apenas eram rumores, por muito badalados que fossem. Foi da boca de Silas, primeiro, que se ouviu não uma voz da razão, mas detentora de razoabilidade para, logo após anunciar que a derrota em Famalicão era o último jogo seu no Sporting, também afirmar, já agora, que o sucessor no cargo seria o homem em quem o funil das suspeitas despejava tudo.

De Silas ouvimos bênçãos, conselhos e pedidos de ajuda a Rúben Amorim, confirmando-o como o próximo homem a tomar conta da equipa do Sporting. A meio da noite, no meio de uma sala de imprensa em Famalicão, ouvimos o treinador do Sporting a confirmar quem seria o próximo treinador do Sporting, sem que o Sporting, oficialmente e enquanto clube, se pronunciasse sobre a linha de sucessão a desenrolar-se perante os olhos e os ouvidos do público.

- "Vai precisar do apoio de todos. O mesmo apoio que me deram a mim. Vem para aqui um grande treinador."

E o Sporting precisou de tempo.

Talvez não tenho ajudado o facto de, pela manhã desta quarta-feira, funcionários da Autoridade Tributária e do Ministério Público terem batido à porta para efetuarem buscas, como o fizeram no Benfica e no FC Porto, no âmbito da Operação Fora de Jogo. Não terá vindo a calhar, na altura em que o suposto seria encurtar o silêncio, cada vez mais ensurdecedor, que se seguiu ao tácito berro de Silas, a revelar o que não lhe competia.

Tanto rumor badalado, noticiado e falado não ajudou, também, a evitar que a CMVM tenha, a meio do dia, suspendido as ações do Sporting. Os números, afinal, não era magros: escreveu-se que de Alvalade teriam que sair cerca de 10 milhões de euros para entrarem na Pedreira, quantidade de zeros à direita que não são comuns ver um clube a pagar a outro, em Portugal, por um treinador.