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Pode Rúben Amorim salvar o Sporting? Bom, dificilmente

A análise de Lídia Paralta Gomes à contratação do técnico de 35 anos

Lídia Paralta Gomes

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Poderá um treinador, um treinador apenas, seja ele apenas mediano, bom ou um génio, mudar sozinho o destino de um clube? Dificilmente. O fulgurante início de carreira de Rúben Amorim como treinador principal do Sp. Braga, sabemos agora, aguçou o apetite do Sporting. Como terá aguçado o apetite de outros clubes. Afinal, são nove jogos no campeonato e oito vitórias, três delas frente aos três grandes. Foi também uma Taça da Liga, com vitórias frente ao Sporting e ao FC Porto na final. Percalços, só mesmo na Liga Europa, onde o Sp. Braga caiu frente ao Rangers. Os números, ainda assim, impressionam. Mas enquanto outros terão preferido esperar um pouco mais para ver — afinal de contas estamos a falar de apenas 13 jogos —, o Sporting, talvez recordando-se daquela vez em que deixou José Mourinho escapar, fez desde já all-in, a uma dúzia de jogos do fim do campeonato, com a equipa em 4º lugar, já sem nada para lutar ou ganhar a não ser uma posição não humilhante na tabela. A deriva desportiva, já se sabe, raramente é boa conselheira na hora de tomar decisões extremas e contratar Rúben Amorim a um concorrente direto por uma quantia considerável de dinheiro é o epítome de decisão extrema. Até porque não é só de talento que se faz um treinador e o Sporting não parece ter hoje uma estrutura capaz de apoiar um técnico de 35 anos.

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