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FIFA investiga transferência de Bruno Fernandes para o United. Sampdoria garante que lhe devem dinheiro, Sporting diz que está tudo legal

Em causa está uma percentagem relativa à passagem do português pelo clube italiano em idade de formação. O caso pode acabar nos tribunais

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Simon Stacpoole/Offside

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A transferência de Bruno Fernandes do Sporting para o Manchester United está a ser investigada pela FIFA. Isto depois de a Sampdoria, onde o jogador fez parte da formação, ter apresentado uma queixa contra o Sporting. Em causa estarão obrigações financeiras estabelecidas na transferência e das quais, segundo o clube italiano, os leões serão devedores.

"O clube italiano UC Sampdoria apresentou na FIFA uma queixa contra o Sporting Clube de Portugal, referente a obrigações financeiras estabelecidas no contrato correspondente à transferência do futebolista português Bruno Miguel Borges Fernandes", anunciou a cadeia de televisão ESPN, citando um porta-voz da FIFA.

Confrontado com a acusação, o clube de Alvalade não admite ter de pagar qualquer valor à Sampdoria. Os italianos pretendem receber 10% da mais-valia do negócio, ou seja, 4,6 milhões de euros. Todavia, a SAD leonina defende que o direito da Sampdoria ficou anulado quando o jogador assinou um novo contrato com o Sporting, no verão de 2018, após a rescisão provocada pelos acontecimentos de Alcochete.

Os Leões emitiram um comunicado, esta quarta-feira, anunciando que irão apresentar a sua defesa em relação a este caso, dizendo que “se necessário, os tribunais esclarecerão cabalmente a questão”.

Recorde-se que já fora noticiado, pela Tribuna Expresso, que, por outro lado, a transferência da Sampdoria para o Sporting de Bruno Fernandes estava a ser investigada pela Autoridade Tributária Portuguesa no âmbito da "Operação Fora de Jogo", que constituiu 47 arguidos (24 empresas e 23 pessoas singulares). Entre os arguidos, contam-se futebolistas, agentes ou intermediários, advogados e dirigentes, entre os quais Jorge Mendes e representantes de topo dos três grandes.

As autoridades suspeitam de fraude fiscal e de branqueamento de capitais.