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Rosier: "No Sporting, se perdemos um jogo os adeptos choram e se não damos tudo insultam-te"

Num direto para uma página do Instagram dedicada à atualidade do seu antigo clube, o Dijon, o lateral-direito comparou os adeptos do Sporting aos do Marselha, conhecidos por serem os mais aguerridos de França. Revelou ainda que Silas não gostava dele e que recusou a Bundesliga para jogar em Alvalade

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MIGUEL RIOPA

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Valentin Rosier compara os adeptos do Sporting aos do Marselha, conhecidos em França por serem os mais aguerridos do país. Num direto realizado para a página de Instagram dfco_inside, dedicada à actualidade do Dijon, clube ao qual o Sporting comprou o lateral-direito no início da época, Rosier falou da sua primeira época em Alvalade, declarações reproduzidas pelo diário "Record".

"Os adeptos cá são como os do Marselha. É quase uma religião, não há um miúdo que não goste de um clube e que não goste de futebol. Os do Sporting se perdemos um jogo, eles são capazes de chorar, se não dás tudo em campo, insultam-te. A minha sorte é que é em português e eu não entendo", disse o francês, que recordou ainda o dia em que o seu empresário lhe revelou que tinha uma proposta do Sporting.

"O meu agente ligou-me e disse-me que o Sporting estava interessado. Quando ele me disse Sporting eu não acreditei. Porque o Sporting de Portugal é um clube muito grande. Estava lesionado, fiquei surpreendido. Não hesitei nem um segundo", sublinha, revelando ainda que tinha outra proposta da Alemanha, onde o Friburgo estava interessado: "Mas o Sporting é o Sporting".

Rosier diz ainda que não teve dificuldades de adaptação, até porque quando chegou "vários jogadores falavam francês". E que vai aprender português em breve. "Agora até já consigo perceber algumas das piadas dos meus colegas. Também falo inglês e consigo desenrascar-me. Dentro do campo é mais fácil porque o futebol é universal. Vou aprender português nos próximos tempos, mas para já o essencial é comunicar bem em campo", assegura.

Sobre a primeira época, desportivamente difícil, já que o Sporting já vai no quarto treinador, Rosier revela que Silas não era o maior apreciador das suas qualidades. "O terceiro treinador [Silas] não gostava de mim e isso tornava as coisas complicadas. Tenho sempre de adaptar-me a cada treinador, é o meu trabalho. Não tenho problemas com isso. As mudanças constantes não ajudam a confiança da equipa, mas não tenho do que me queixar". Pelo contrário, diz ter "uma boa relação" com o presidente Frederico Varandas: "É uma pessoa porreira, não o conheço assim tão bem, mas dou-me bem com ele".

Rosier apontou ainda o pior momento da época: a eliminação da Liga Europa com o Basaksehir, na Turquia. "Fizemos asneira. Errámos e não estivemos à altura. Nem me quero lembrar desse jogo. Em casa fizemos um bom resultado, mas lá…".