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Rúben Amorim: "Não fomos às competições europeias e tivemos de adaptar-nos, por tudo: porque são menos jogos, porque entrou menos dinheiro"

Em antevisão à partida deste sábado, em Alvalade, contra o Farense (20h30, Sport TV1), o treinador do Sporting abordou o momento de forma da equipa, admitiu que tem de melhorar o comportamento no banco de suplentes e deu conta da descontração dos jogadores, que até se dedicam ao pingue-pongue antes dos jogos

SIC Notícias e Tribuna Expresso

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O jogo que aí vem

"É um jogo histórico do nosso campeonato, era sempre um jogo muito difícil, principalmente no estádio do Farense. Neste caso é em Alvalade. O importante é vencer, sabemos que o Farense tem uma equipa boa em termos individuais e coletivos, tem vindo a melhorar, jogava num 4-3-3, mudou para 4-4-2 e melhorou, fez uma grande exibição na Luz [frente ao Benfica], tem bons sinais, mas queremos manter este nosso caminho.

Tive oportunidade de ver a conferência do mister Sérgio [Vieira], ele não desvendou a defesa dele, portanto eu não vou dizer nada do nosso ataque. Temos os jogadores todos preparados, deram excelentes respostas e vamos escolher os que achamos que são os melhores."

A descontração

"Acho que a juventude traz alguma descontração, o que ajuda em momentos de pressão. Nunca senti o grupo muito eufórico. Já comentava com a equipa técnica, antes dos jogos, que conseguíamos ver o Neto, o Feddal e o Seba [Coates] a irem para os quartos descansar a seguir ao almoço e o Matheus [Nunes] e o Nuno Mendes ficam a jogar pingue-pongue antes de um jogo.

Os jogadores têm um equilíbrio muito bom na forma de estar, que vem da experiência de cada um e eles não estão eufóricos, porque passa-lhes um bocadinho ao lado. Agora, também têm noção da dificuldade de cada jogo, sabem que ainda falta muito campeonato. Há que continuar a trabalhar, isto muda de um momento para o outro, sabem que têm de correr muito, estão preocupados em garantir o lugar na equipa, mais do que garantir o lugar no campeonato."

Paulinho, Matheus Reis e o projeto

"Obviamente, não vou confirmar. Isso é um assunto do Hugo Viana, ele é que fica com a parte difícil. O que eu digo é que nós tínhamos uma ideia do plantel que tínhamos no início, um ou outro [jogador] não conseguimos, mas estamos satisfeitos com o plantel. Temos a nossa ideia, também mudou um pouco.

Temos de ser sinceros, não fomos às competições europeias e tivemos de adaptar-nos, por tudo: porque são menos jogos, porque entrou menos dinheiro, falando assim abertamente. E temos um projeto para três épocas, que é o tempo que esta equipa está cá.

O Hugo Viana fez um excelente trabalho, vai continuar a fazer, e portanto o que quero explicar é que não vem ninguém para estes jogos. Se vier alguém será para o projeto do Sporting, que passa pelos anos que estamos cá."

E eventuais saídas?

"Isso ultrapassa-me um pouco, nem quero estar a dar a garantia, porque depois dificulto a vida ao clube. Não sabemos o dia de amanhã. Sabemos como é o futebol. O que penso é que seria bom ficar com estes miúdos durante anos. O que temos de fazer é trabalhar para inflacionar o valor deles se tiverem de sair e trabalhá-los para estarem preparados para jogar pelo Sporting. E, principalmente, têm de estar preparados para ganhar amanhã [este sábado] ao Farense, é a única preocupação deles e a que eu tenho."

O castigo do qual regressa

"É o que é. Eu, claramente, também tenho de melhorar. Talvez seja inexperiência e o querer ajudar a equipa. Vou melhorar. Em relação à dualidade de critérios, não vou comentar. O que posso fazer é melhorar o meu comportamento."