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Unilabs, DGS e Sporting já se entenderam sobre Nuno Mendes e Sporar

O laboratório enviou um e-mail à DGS sobre a questão dos falsos testes positivos de Nuno Mendes e Sporar, que afastaram os jogadores dos dois últimos jogos do Sporting

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Carlos Rodrigues

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Depois das queixas do Sporting sobre a Unilabs, laboratório em que Nuno Mendes e Sporar tiveram falsos testes positivos à covid-19, a questão já está resolvida, adianta o jornal "Record".

A Unilabs terá já enviado, esta quinta-feira, um e-mail à DGS e à Autoridade de Saúde Regional competente - no caso, de Alcochete -, confirmando ser "solidária", de acordo com o jornal, com a decisão do departamento médico do Sporting em considerar os testes efetuados naquele laboratório como falsos positivos.

Assim sendo, tanto Nuno Mendes como Sporar deverão estar totalmente prontos para ir a jogo na final da Taça da Liga, sábado - mas, tal como o restante plantel, ainda têm de passar por nova testagem antes do jogo frente ao Sporting de Braga

"Coisas estranhas" denunciadas por Frederico Varandas

Recorde-se que, na noite de terça-feira, depois da vitória do Sporting frente ao FC Porto por 2-1 na meia-final da Taça da Liga, Frederico Varandas disse que a DGS tinha exigido um documento no qual “em vez de falsos positivos, estivesse escrito que houve um erro”. Segundo o líder ‘leonino, este tinha sido pedido às 13:30 de terça-feira e, ao final da noite de terça-feira, ainda não tinha resposta.

Na mesma ocasião, Frederico Varandas anunciou a intenção de denunciar à Ordem dos Médicos o comportamento do diretor clínico da Unilabs, devido aos testes à covid-19 que impediram Nuno Mendes e Sporar de defrontar os ‘dragões’. “Vamos, nós médicos [do Sporting], fazer uma queixa na Ordem dos Médicos do diretor clínico da Unilabs. Com grande perplexidade, infelizmente, eu li que [o diretor clínico] disse que não havia problema nenhum, nem sabia o que se passava, nem sequer tinha sido contactado. Pena: temos um e-mail às 17:00 desse dia, desse senhor. Não admito que nos ponham em causa”, frisou Frederico Varandas.

Para o presidente do Sporting, o responsável clínico do laboratório que realizou os testes PCR a Nuno Mendes e Sporar, que não jogaram para a I Liga frente ao Rio Ave, na sexta-feira, e foram impedidos de jogar na terça-feira pela DGS, colocou em causa a equipa médica dos ‘leões’.

Varandas lamentou que os dois jogadores fossem impedidos de jogar em condições em que “outros cidadãos portugueses podem voltar a trabalhar”, considerando que o Sporting teve “três vezes azar” num processo onde “existem coisas estranhas”.

Entre esses azares estão os dois falsos positivos nos testes realizados a Nuno Mendes e Sporar, quando “a probabilidade é um em 100” e o Sporting, “numa amostra de 30, teve dois”, bem como a não inscrição pelo laboratório de Nuno Mendes no SINAVE, a plataforma oficial de identificação de casos positivos à covid-19.

De acordo com o plano de retoma do futebol profissional, "os atletas e equipas técnicas da equipa na qual foi identificado um caso positivo podem ser considerados contactos de um caso confirmado”.

“No entanto, a identificação de um caso positivo não torna, por si só, obrigatório o isolamento coletivo, das equipas. A determinação de isolamento de contactos (de praticantes e outros intervenientes), a título individual, é de estrita competência da Autoridade de Saúde territorialmente competente", acrescenta o mesmo documento da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Este plano, que vigora desde 7 de setembro de 2020, determina que todos os infetados, sintomáticos ou não, devem ser isolados, "ficando impossibilitados de participar em treinos e competições até à determinação de cura deliberada pela Autoridade de Saúde territorialmente competente".