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Rúben Amorim: "As coisas mudam de um momento para o outro. Bastam duas derrotas e nos jornais poderá aparecer ‘Sporting sonda Abel’"

Apesar da possibilidade real de aumentar a vantagem para o 2.º lugar para oito pontos, Rubén Amorim continua cauteloso na hora de falar de expectativas lembrando, antes do jogo com o Gil Vicente, na terça-feira, que a equipa ainda não lidou com uma série de maus resultados

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José Lorvão/Sporting

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Momento e o Gil Vicente

“A nossa equipa está muito bem, vem de bons resultados, boas exibições, temos o plantel quase todo à disposição, não temos ainda o Nuno [Mendes] e estamos preparados para um jogo difícil. Aqui em casa foi difícil, fizemos golos nos últimos 10 minutos e o 3-1 não reflete aquilo que se passou no jogo. O Gil é uma equipa muito boa, que se reforçou e pode jogar em dois sistemas, o que complica a nossa observação. Sabemos da força nas bolas paradas. Vamos tentar levar o jogo para o nosso tipo de futebol, que nos favorece”

Expectativas

“Uma questão de coerência, obviamente que as coisas mudam. Mas da mesma forma que mudaram num mês, pode mudar no próximo mês para o contrário. Temos uma equipa nova, mudámos muito de um ano para o outro e sabemos que ainda vamos sofrer muito. Não tendo conhecimento da nossa resposta a períodos maus, porque ainda não os tivemos, é uma questão de coerência. Estamos a ganhar mas também já tivemos períodos, pequenos, maus, mas ainda não uma fase má”

Pode alguém pagar a cláusula?

“Não é nada que me preocupe, eu também nunca pensei que pudessem pagar a cláusula do Sp. Braga. Eu também já tenho uns anos disto e bastam umas derrotas para no dia a seguir nas capas em vez de vir essa pergunta ou essa afirmação poderá aparecer ‘Sporting sonda Abel’, sei lá, qualquer coisa diferente. As coisas mudam de um momento para o outro. Adoro trabalhar com os meus jogadores, sabendo que o futebol é o momento, por isso mais vale gozar o momento do que pensar nisso”

Menos jogos

“Nós temos uma pequena vantagem de não estarmos na Europa mas se formos ver ganhámos mais vantagem quando tivemos os mesmos jogos que os nossos concorrentes. Este mês tivemos o mesmo número de jogos do FC Porto, acho que o Sp. Braga teve um a mais, ganhámos uma Taça da Liga e ganhámos vantagem para o Benfica que teve praticamente os mesmos jogos que nós”

Medo do mau momento?

“Não há medo, mas há noção que se pode perder em dois jogos, em três jogos e eu acho que esse receio é bom porque nos mantém no trabalho, com foco nas coisas. Agora medo não há nenhum, quando começámos este projeto havia dúvidas, gente contra nós, os sportinguistas estavam muito divididos. Fiquei feliz com um ex-presidente do Sporting a mostrar que o Sporting está cada vez mais unido e isso é uma grande vitória. Mas faltam os resultados desportivos, que é o que faz essa união. Nós temos de dar o máximo e acho que os sportinguistas estão orgulhosos por isso, não é só pelos resultados, mas têm noção, estão cautelosos, sabem que pode mudar de um momento para o outro, mas não vai mudar a nossa atitude”

Título entregue com vitória em Barcelos?

“Não, tenho a certeza que não. Ainda há muito campeonato, se fizermos as contas de uma forma pragmática são muitos pontos, ainda temos jogos entre nós, uma 2.ª volta inteira. Já ficou provado que toda a gente pode perder pontos em qualquer estádio. Não pode mudar a nossa maneira de pensar. O título está sempre em aberto, aconteça o que acontecer em Barcelos. É difícil para mim que isto não vai acontecer. Em dezembro passado estava no CNS, depois passado dois meses estamos a ser vendidos por 10 milhões, depois o mundo pára por uma pandemia… e oito pontos não são recuperáveis? O campeonato está estranho e é assim que temos de pensar”

Comunicação do treinador

“O sucesso da equipa é aquilo que eles fazem em campo, nos treinos e nos jogos. Eu venho aqui mais tranquilamente porque sei os jogadores que tenho, tenho noção do momento e mérito é dos jogadores e não da comunicação do treinador. Em relação às conferências, este senhor aqui ao lado é que é o chefe do departamento de comunicação, faz o briefing, todos os treinadores dirão o mesmo, ele prepara-me porque eu não leio o que é escrito, é mérito de clube grande. O mérito é dele, não é meu”

Palhinha e Nuno Mendes

“Em relação ao Palhinha a equipa técnica tem de saber se ele está disponível para este jogo. Se está disponível vamos a jogo e se ganharmos ninguém quer saber, não é problema nosso. O Nuno Mendes ainda tem um desconforto, nós não queremos arriscar, ainda para mais depois da exibição do Antunes, não vamos arriscar. Ele subiu muito de forma, é um grande ativo e queremos resguardá-lo porque é júnior e temos de ter atenção à parte física”

Resultados dos rivais mexem?

“Óbvio que sabemos os resultados, os jogadores sabem, comentam de manhã mas o nosso foco enquanto equipa técnica é chamá-los à terra, trabalhar em relação ao que podemos controlar. O Gil Vicente, como vai jogar, que sistema pode utilizar, como podemos ganhar. Sabemos que vai estar muita chuva e muito vento em Barcelos e pode condicionar, um plano B como tivemos contra o Nacional - espero que não seja a mesma coisa, não deve ser. Esse é o nosso foco agora os jogadores comentam e para uma equipa ser campeã tem de ganhar os seus jogos mas os outros também têm de perder. Mexe um bocadinho com os jogadores, mas não com a equipa técnica”