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Rúben Amorim: "A partir dos 20 minutos não houve jogo: houve uma equipa a atacar e outra a defender e tentar sair"

Na conferência de imprensa que se seguiu à vitória do Sporting em Braga, o treinador dos leões sublinhou a capacidade de sofrimento dos seus jogadores e não comentou a arbitragem de Artur Soares Dias

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HUGO DELGADO/EPA

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Triunfo difícil

“É dar mérito aos jogadores, um jogo muito complicado frente a uma excelente equipa. E depois de ficar com menos um aos 20 minutos soubemos sofrer. Somos bons a defender num bloco mais baixo, até aos 20 minutos foi um jogo dividido, tivemos duas oportunidades. A partir dos 20 minutos não houve jogo: houve uma equipa a atacar e outra a procurar defender e a tentar sair. Acabámos por fazer o golo e ganhar”

Equipa sente falta do treinador?

“Este ano já tive outros três jogos fora, deve ser um recorde, com quatro expulsões. Mas a equipa está bem, a equipa técnica sabe o que fazer, como se viu hoje temos vários líderes. Não é nada de mais, falta muito campeonato, podemos perder em casa com o Nacional, como podemos ganhar nos outros campos. É um jogo normal, a terceira vitória do Sporting sobre o Braga este ano, tudo normal. Sabemos que há pressão mas temos de saber sofrer e principalmente temos de ter noção que podemos ganhar em qualquer campo, mas também perder, principalmente nesta fase da época”

É candidato?

“Não, porque perdemos muitos pontos nesta fase e o que nós não podemos fazer é andar nesta montanha russa. Eu acho que temos de ter os pés bem assentes na terra, tem de estar na nossa cabeça, trabalhar muito. Temos de trabalhar bem o Max, que o Adán levou o 5.º amarelo, outro momento para a história, não me lembro de um guarda-redes levar cinco amarelos. Temos de recuperar os jogadores porque jogaram muito tempo com menos um, com a fadiga do jogo e tudo o que está à volta. O Nacional é mais um grande jogo onde podemos perder pontos”

Arbitragem

“Não comento a arbitragem, não faz parte da minha maneira de estar, vou tentar ao máximo ser assim. Pensar no Nacional é que é o fundamental”

Jogo decisivo?

“Só no final é que se vê. Se calhar os pontos dos empates é vão ser decisivos. Também diziam que o jogo no Dragão seria decisivo, não perdendo. Temos de ter plena noção e tendo os exemplos todos das últimas semanas seria um erro. Eu compreendo que os adeptos estão a sofrer mas tem de ser jogo a jogo. Nós tivemos uma fase em que empatámos dois jogos, depois fomos a Faro, os adversários também perderam pontos e depois tivemos o jogo com o Belenenses SAD… não podemos andar nesta montanha russa de emoções. Cabe-me a mim manter o discernimento nos jogadores, num grupo tão jovem, que tem alguma ansiedade. É uma boa vitória, obviamente, não podemos esconder, a jogar com menos um e numa fase tão adiantada da época”

Erros individuais

“É possível que seja a fase da época, é compreensível. Nós sabíamos que apostando em muitos jovens ao mesmo tempo estas coisas podem acontecer. Nesta fase é normal, mas são pormenores que podem fazer a diferença. Mas temos de olhar para outro lado, realçar a tranquilidade do Inácio, de querer ter a bola. Temos de gerir isso. Sabemos que eles vão errar mas vamos ganhar muito com eles no futuro”

Substituições

“O Neto está habituado a jogar com os outros dois centrais e eu previ que houvesse muitos cruzamentos. O Seba é para mim o melhor jogador a tirar bolas de cabeça e estando numa zona central não era puxado por ninguém para essa zona. O Neto é muito agressivo. Treinar com menos um já treinámos muitas vezes. Com menos um temos de melhorar na parte ofensiva. O Matheus foi aquilo que se passou no Dragão e com o Braga em Alvalade, é um jogador que defende bem e depois consegue ter a capacidade de ir à frente, ganhar metros, conduz com a bola. Foi o que tentámos fazer. Acabou por resultar”

Polícia no camarote

“Foi a máscara, eu estava sem máscara e foi lá dizer-me que eu tinha de pôr a máscara, só que eu esqueci-me. Eu estava a ver o jogo e pareço um adepto ali e ele foi dizer-me para meter a máscara e acho que podem confirmar isso com a polícia”