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Rúben Amorim: "Cada um tem de olhar para si. Sei que não tenho sido o melhor dos exemplos, não me sinto no direito de dar lições de moral"

Na antevisão à partida contra o Nacional (sábado, 20h30, Sport TV1), o treinador do Sporting também foi questionado sobre o atual ambiente que se vive no futebol português. Rúben Amorim falou sobre o seu papel, prometeu "dar o máximo para tentar melhorar" e disse ainda que, às vezes, "dá jeito não se falar de futebol e falar-se de outras coisas"

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José Lorvão/Sporting CP

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A reação da equipa

"Tivemos uma má fase, mas tivemos esta vitória em Braga e tínhamos tido outra em Faro. O que me deixa tranquilo é que a atitude, a forma de jogar e como os jogadores correm, como estão concentrados. Não sabemos se essa fase já passou ou não. Está tudo difícil de controlar, mas a resposta é sempre boa.

Mesmo com empates, a ansiedade e as dúvidas à volta da equipa, a atitude e compromisso deixam-me tranquilo. Sabemos que podemos perder pontos em qualquer lado, mas podemos ganhar em qualquer campo. A equipa reagiu bem a uma fase difícil".

O ambiente atual do futebol português

"Cabe a nós todos melhorarmos o nosso comportamento. Eu obviamente não tenho sido o melhor dos exemplos. Cada um pode controlar o seu, eu tento fazer. Quando há uma expulsão penso sempre que é a ultima, é para isso que trabalho. Faço esse trabalho mental, sabendo que com a pressão do dia a dia de ser treinador, com falta de público, que acho que é muito importante, existem alguns excessos.

Também o facto de não se falar de futebol e de falar-se noutras coisas, dá jeito às vezes. Dá jeito não se falar nos resultados, dos pontos de avanço, nos jogos que faltam. Pode às vezes ser uma distração para não falar no essencial. Cada um tem de olhar para si. Eu também olho, sei que não tenho sido o melhor dos exemplos. É a única coisa que posso prometer, não me sinto no direito de dar lições de moral a ninguém. Todos o fazemos, todos vivemos essa pressão, o que posso dizer é que vou dar o meu máximo para tentar melhorar e ser melhor no futuro".

Este clima tira mérito ao trabalho do Sporting?

"Não pensamos nisso. Pensamos no treino e no jogo: as emoções levam-nos a sítios que não queremos. O que queremos é ganhar jogos, conquistar coisas para o Sporting e ajudar o clube a crescer. Foco está aí, sabendo que temos tido alguns excessos que também têm a ver com a falta de público. Não estou a desculpar nada. Está errado, mas por alguma razão é".

Existe a hipótese de festejar o título no Estádio da Luz

"Não falamos em título, falamos dos jogos, queremos ganhar o jogo e no fim faremos as contas. O que me dá prazer é ganhar jogos e ver os meus jogadores felizes, a crescer, portanto esse é o nosso foco. como tem sido até ao momento.

Não falamos em título, essa questão não faz sentido. Só o três pontos interessam e depois, no fim, faremos as contas. Seja onde for, tem sempre um sabor igual".