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Rúben Amorim: "Obviamente que não vamos para casa de outro clube pintar o cabelo. Vamos para ganhar o jogo"

Na primeira conferência de antevisão depois do título, Rúben Amorim assegura que o que resta da época servirá para o Sporting começar a preparar o próximo ano, mas que o objetivo também passa por não perder qualquer jogo até ao final da temporada e que a sua equipa quer ganhar o dérbi na Luz, no sábado

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Festa

“Foi notória a alegria de toda a gente, era um peso que toda a gente tinha, não só os jogadores, treinadores, a estrutura, mas também os adeptos. Agora passado três dias tenho a sensação é que queremos mais. Já passou a festa e agora queremos construir o futuro. Ganhámos o título nacional mas ainda nos falta dar muitos passos. É preciso trabalhar para a próxima. Este já passou, foi uma grande festa, o clube é realmente enorme, agora queremos mais”

Dérbi

“É sempre um dérbi, é sempre importante para os adeptos. O Benfica ainda luta por um lugar. Nós já temos obviamente a nossa classificação feita, mas temos coisas para andar para a frente, temos de ver soluções, trabalhar para o próximo ano, temos o objetivo de não perder esta época mas o importante é começar a construir o futuro”

Feddal

“Quero dar-lhe uma palavra porque tem andado muitas vezes a jogar lesionado, nunca consegue recuperar bem e tinha mesmo de parar. Mesmo sem o castigo ia parar, tem de parar e fazer ali um trabalho de recuperação para voltar ao melhor dele, que não se notou, o que revela a capacidade de sofrimento dele”

Preparação do jogo

“Quando se ganha é mais fácil recuperar os jogadores, o ambiente estava bom, mas gostei da forma como voltaram. Muito contentes mas sem grande euforias. Trabalhámos bem. É um jogo importante e eles sabem disso. Foi fácil até ter o foco no jogo, é importante finalizar bem e não queremos perder. Toda a gente quer jogar agora também”

Guarda de honra

“Foram dados os parabéns. É verdade que não é uma tradição em Portugal. Poderá vir a ser, mas não é uma tradição. Nós queremos é ganhar. Toda a gente assinalou um título como justo e isso é que é importante. Para nós não é um caso porque não é tradição. É fácil para mim que fui campeão estar aqui a mandar palpites se fazia ou não. Mas não sei, não estou na situação do Benfica. Ainda não existe essa cultura. Alguém vai ter de a criar. Um dia poderá ser. Ainda existe uma grande rivalidade”

Favorito

“Um dérbi é sempre um jogo dividido. Em termos de pressão, o campeão tem sempre muita pressão. Nós podemos já pensar assim e eu não quero os meus jogadores com menos pressão que os do Benfica”

Cabelo pintado?

“Obviamente que não vamos para casa de outro clube pintar o cabelo. Fizemos a festa em casa. Não vamos para lá festejar nada, vamos para ganhar o jogo. É um dérbi, ainda não perdemos nenhum jogo com os grandes e há sempre objetivos. E mais do que isso vamos lá para jogar e ver coisas. Não é desvalorizar, é aproveitar todos os minutos que temos para crescer, porque temos muito para crescer. Por isso não vamos para lá de cabelo pintado”

Invencibilidade

“São recordes que são bons mas nós garantimos um título que ninguém pensava, só aí já estamos a entrar na história do Sporting. Podemos alcançar e o facto de estarmos a preparar o futuro não impede que o possamos alcançar. Tenho confiança em todos os jogadores. Mas a mim parece-me para o clube ser competitivo vários anos. Temos de afastar o ego dos jogadores e do treinador, temos é de ser competitivos para o ano. Ainda temos um atraso em relação aos nossos rivais e não é por um título que isso fica resolvido. Vamos aproveitar todos os minutos, mas queremos ganhar. Vamos entrar com a equipa que defende melhor os interesses do Sporting, não só hoje, mas no futuro”

Título como treinador e jogador

“É diferente. Como treinador tem um sabor diferente, não vou estar aqui a comparar clubes. Como treinador há uma responsabilidade diferente. Este título, por ser o primeiro, pelos 19 anos, por ninguém acreditar foi realmente um título com muito significado. Como treinador tem mais responsabilidade”

Jogo menos importante?

“Não, todos os jogos são importantes. Agora, tem menos pressão comparado com os outros jogos. Em termos de resultado, o que faz diferença, mas o Sporting tem de entrar para vencer. Os adeptos querem sempre ganhar estes jogos, os jogadores também e se estamos a falar de construir um Sporting competitivo isto é uma prova de que somos competitivo, nem que seja a feijões. Nós há um ano estávamos a lutar por um objetivo, o Benfica não, marcaram e festejaram muito. O golo acabou anulado mas mostra a rivalidade. Nós este ano queremos retribuir na mesma moeda”

Mensagem de Jesus foi pessoal?

“Não, não recebi. Ao contrário do que vocês pensam eu não tinha uma relação assim tão pessoal com o mister Jesus. Trabalhei muitos anos com ele, mas nunca fomos de trocar mensagens. Quando o pai do mister morreu foi a única vez que troquei uma mensagem com ele. Mas sei que mandou ao presidente e se mandou ao presidente mandou a todos nós”

Ataque à academia

“Não vivi essa fase, mas fizemos um trabalho desde a época passada, que foi a época com mais derrotas e este ano fomos campeões. É preciso ter noção que isso pode mudar outra vez. Houve um crescimento no clube, mas há muito a fazer. Não nos podemos agarrar a um título e deixar andar”

É candidato em 2022?

“O Sporting é campeão, a pressão aumenta, mas isso não muda a diferença que ainda existe para os rivais. Não muda a nossa ambição, que é vencer todos os jogos. Queremos melhorar, ser melhores na Europa, jogar melhor, fazer mais golo e sofrer menos. Somos candidatos a ganhar todos os jogos, provavelmente será a resposta que vou dar. Houve um crescimento foi óbvio mas ainda há uma diferente. Será jogo a jogo, penso que não vai mudar”