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Rúben Amorim: "O mais importante é o campeonato. Obviamente que não vamos fazer poupanças"

O treinador do Sporting lançou o jogo com o Marítimo, na sexta-feira, em Alvalade, a contar para a sétima jornada da liga. O jogo começa às 19h horas

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PATRICIA DE MELO MOREIRA

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Marítimo

“É uma equipa muito difícil de bater, empatou em Famalicão, empatou com o Porto. Tem um treinador com boas ideias, que já fez bons trabalhos em Portugal. Não têm responsabilidade nenhuma, nós temos toda a responsabilidade do jogo. Estamos melhor do que estávamos naquela altura [goleada por 5-1 na reta final do campeonato passado]. O que esperamos é jogar melhor do que nesse jogo e ganhar, na altura foi 5-1, um golo basta, mas obviamente vamos tentar marcar o máximo possível de golos. Não queremos sofrer golos. Como ficou provado no último jogo, não sofrendo golos estamos muito mais perto de vencer os jogos.”

Gestão de esforço?

“É o jogo mais importante [vs. Marítimo]. Para nós, como clube, o mais importante é o campeonato, isso é que nos garante uma boa classificação, garantindo uma boa classificação poderá garantir a Liga dos Campeões mais uma vez, garante outro encaixa, dá-nos outra experiência. Obviamente que não vamos fazer poupanças, o jogo mais importante é sempre o seguinte. Tivemos cinco dias entre jogos, no próximo teremos três. Dá para recuperar. Não estou nada preocupado com a recuperação para Dortmund porque a motivação é sempre alta. No que podemos ter problemas será no terceiro jogo da semana. Jogarão aqueles que serão os melhores para o jogo, depois, sim, se estiverem cansados aí haverá, não é poupança, mas mudaremos porque queremos os jogadores frescos para cada encontro.”

Paulinho e os 15 golos apontados pelo empresário

“O Paulinho tem de fazer o que tem vindo a fazer, tem jogado muito bem, os golos dão sumo ao que é o avançado, mas olhamos muito mais [além] do que isso, sempre o disse. Quando tive de dizer que o Paulinho falhou alguns golos que não deveria ter falhado, ele é o primeiro a ver isso. O Paulinho está muito bem, melhorou muito a equipa, melhora o TT [Tiago Tomás] todos os dias no treino porque o ajuda. Estamos muito satisfeitos, queremos que ele marque golos, mas isso não é o mais importante. Quero que mantenha o rendimento, que seja muito forte na pressão, que ajude os colegas na pressão, esses pormenores são muito importantes. Ele tem sido excecional.”

Ugarte

“Pode fazer a posição ao lado do Palhinha, pode dividir o jogo, quando o Palhinha não joga pode dividir o jogo com o Bragança, ou Matheus [Nunes]. O Ugarte demorou muito tempo a chegar à nossa equipa. Quando o negócio estava quase a fazer-se com a época em andamento, teve covid, ficou sem treinar, voltou. Apresentou-se até muito bem, surpreendeu-nos a todos, depois o Palhinha e o Matheus têm dado pouco espaço, até ao Dani [Bragança], que tem vindo a treinar muito bem e merece espaço. Quero relembrar que o Ugarte foi para a seleção, não jogou praticamente, esteve fora da equipa, isso tudo condiciona a utilização dele. Ele está preparado para ser opção, mas está difícil de tirar o Palhinha, a culpa é mais do Palhinha do que do treinador. O que os jogadores têm de fazer é o que o Dani fez no ano passado: no início tinha poucos minutos e houve uma fase em que ganhou a titularidade no Sporting. O futebol é assim mesmo. O que interessa é que o Ugarte sabe que a qualquer momento pode ir lá para dentro e tem de se preparar para isso.”

Faltou meio-campo cerebral no Estoril? Bragança?

“Não concordo com a opinião. O Estoril tinha uma linha de quatro defesas, baixava o Gamboa e Chiquinho. O Bragança descobre espaços onde outros não veem. Não havia espaço para ninguém, nem haveria para o Bragança. Em Famalicão, quando entrou, notou-se a diferença. O controlo do jogo vem muito com a bola, mas também sem bola. O Estoril não teve transições, logo havia cérebro, havia gente a pensar o jogo. Mas, sim, o Bragança é um jogador muito útil, vai ser muito importante, é um grande jogador, tem características únicas. Podemos mudar [desenho tático]. Já falei na derrota do Ajax, mais em termos de pressão e encaixe do adversário, por vezes com cinco defesas dois jogadores prendem-nos a defesa. Faz-nos pensar, a equipa técnica está a crescer, tem pouca experiência. Com o Estoril não concordo, Bragança dá qualidade, mas Palhinha não perdeu bolas, Matheus não perdeu bolas, quando perdeu foi com falta. Não havia espaço, uma linha de cinco mais Chiquinho, seis, não havia espaço.”

Gonçalo Inácio apto?

“Não vai estar neste jogo, não vai estar em Dortmund, o Arouca é a um mundo de distância, não faço ideia.”

Paragem de Pedro Gonçalves

“Parece-me que até à paragem das selecções o Pote não estará connosco, em vez de três jogos, serão seis. Estamos preocupados com o Pote, ele faz-nos falta. Está mais animado, tudo neles é importante para o grupo, está mais junto do grupo. Já foi ao campo um bocadinho. Não há pressa, digamos assim, há pressa mas não há pressa. Estamos é preocupados com a saúde do Pote.”

Jogos sem perder em Alvalade e recorde de 68 anos à vista

“Só o facto de se dizer 'se não perder bate-se recorde' é completamente indiferente. Queremos é ganhar, estar lá em cima, ganhar títulos. Os recordes são bons, mas não interessa muito na nossa vida.”

Tabata conta para meio-campo?

“Faz de médio centro, mas quando faz é para uma posição específica que poderemos ter em alguns jogos. Cresceu na ala, apareceu em Portugal na ala, acho que tem condições para jogar mais no meio. O facto de serem dois médios centro limita um pouco aí, mas, lá está, no futuro não sabemos. Dou o exemplo do Dani, que é um grande exemplo: teve pouco espaço no início do campeonato, não sabemos o que vai acontecer. Depende deles. A equipa técnica já deu provas de que conta com todos. Se o Tabata está aqui, é porque contamos com ele, tem características especiais como todos eles. Quando tiver a sua oportunidade, vai corresponder de certeza.”

Não priorizar nenhuma competição

“É a maneira mais fácil de levar a época, a grandeza do clube assim o exige. Não podemos dizer aos jogadores que temos de nos focar nas competições nacionais e na Europa vamos ver o que dá, não é forma de crescer, não é o que o clube precisa. A grandeza do Sporting exige outro pensamento. Sabemos das nossas limitações, das grandes limitações do treinador em termos de experiência, e estamos a crescer todos ao mesmo tempo. Os jogadores do Sporting têm a responsabilidade de vencer o jogo no fim de semana e depois têm a responsabilidade de procurar a vitória seja onde for.”