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Sporting passa de prejuízo a lucro de 135 mil euros na última época

Resultado compara com as perdas de 3,5 milhões de euros no exercício anterior. A cobrança de quotas atingiu um valor próximo de nove milhões de euros, o montante mais elevado de sempre

Lusa e tribuna expresso

Gualter Fatia

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O Sporting apresentou um resultado líquido de 135 mil euros no último exercício (2020/21), depois de ter registado um prejuízo próximo de 3,5 milhões de euros na temporada anterior, segundo os relatórios e contas esta sexta-feira divulgados pelos ‘leões’.

“Este último ano desafiou-nos com curvas inesperadas no caminho. Adaptámo-nos às curvas, mas não ‘curvámos’ a nossa missão, e jamais o nosso caráter. Este é o nosso caminho”, observou Frederico Varandas, presidente do Sporting, no documento que vai ser apresentado aos sócios na assembleia geral de 30 de setembro, disponível no sítio na internet do clube lisboeta.

Num período marcado pela pandemia de covid-19, o líder dos ‘verde e brancos’ sublinhou que a última época vai ficar nos 115 anos de história do Sporting como um dos “pontos mais altos”.

No relatório e contas, o Sporting realçou que este resultado foi possível graças a “uma ótima performance dos resultados operacionais, resultante de um recorde de quotização (‘cash’) do lado das receitas e uma diminuição do lado dos custos estruturais”.

A cobrança de quotas atingiu um valor próximo de nove milhões de euros, o montante mais elevado de sempre. Algo que, diz o clube, se deve sobretudo a "uma adesão massiva à campanha Sporting Sempre"

"A excelente receção a esta iniciativa resultou num impressionante crescimento de 28% dos sócios com débito direto, 14 vezes superior ao total registado nos últimos 4 anos acumulados", sublinha o clube no documento.

Dissolvidas cinco empresas

No Relatório e Contas tornado público esta sexta-feira, o clube anunciou ainda a liquidação de cinco empresas que "se encontravam dormentes há mais de 15 anos", pode ler-se no documento. Tratam-se da Verdiblanc I, S.A., a Verdiblanc II, S.A., a Verdiblanc III, S.A., a Verdiblanc IV S.A. e a Sociedade de Promoção Imobiliária - Qta. Das Raposeiras, S.A..

O clube diz que com esta dissolução "o universo de empresas do Grupo Sporting foi simplificado reduzindo o ativo em 50,9 milhões de euros (redução da participação financeira), e consequentemente, o passivo foi reduzido em montante equivalente (dívida do SCP com cada uma das sociedades agora extintas)".