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Rúben Amorim: “Para nós tudo é difícil, nós até gostamos assim. Não faz é muito bem ao treinador e aos adeptos”

Na antevisão ao encontro com o Besiktas para a Liga dos Campeões, o treinador do Sporting lembrou várias vezes a entrada forte dos turcos em Istambul para deixar o alerta: não será um jogo fácil, mesmo com o adversário sem vários titulares

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OZAN KOSE/Getty

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O jogo na Turquia

“Os jogadores perceberam que nos primeiros 15 minutos quase não tivemos bola, o Besiktas podia ter feito um golo e o jogo seria diferente. Marcámos de bola parada, o jogo mudou, eles marcaram de bola parada também e nós marcámos praticamente na jogada a seguir. Ou seja, o jogo também foi ao encontro das nossas características, somos bons a defender e nas transições. Pedimos aos jogadores para olharem para as ocasiões do Besiktas e principalmente para a forma como o jogo se estava a desenrolar no início. Não há qualquer ilusão, vai ser um jogo difícil, temos de ser melhores principalmente com bola, com posses mais longas, temos de controlar o jogo e podemos melhorar na definição dos lances”

Ambiente em Alvalade

“Eu sinto que a equipa precisa dos adeptos. É uma equipa muito inexperiente e teve um ambiente adverso lá, um ambiente que empurrou o adversário para aquele início. E nós queremos retribuir. O que espero é isso, um grande ambiente, um jogo de Liga dos Campeões, em que nós podemos entrar na luta pela qualificação. Por isso, precisamos de todos”

O que vai acontecer quando Coates não estiver?

“O Coates já esteve um jogo castigado, perdemos, é verdade, mas continuámos a ganhar para o campeonato. Não sei, pretendo não saber. Espero ter o Coates nos jogos todos por isso não pretendo saber”

Sporting favorito?

“Não há favoritismo, interessa pouco. Da mesma forma que ganhámos na Turquia, o Besiktas pode ganhar aqui. É essa a mentalidade. Agora, queremos ganhar. Jogámos bem no Turquia e podemos jogar melhor. O favoritismo é irrelevante neste tipo de jogos, mas eu sei que estamos cada vez mais preparados para enfrentar este tipo de desafios”

Sucesso nas bolas paradas

“O mérito é deles [adjuntos] que estão aqui, os três que tratam das bolas paradas. É algo que temos muita atenção, eles vêem muito jogos, copiamos às vezes quando é preciso. Mas eu também quero realçar a quantidade de oportunidades que temos criado. Não temos feito golo, temos feito de bola parada e o que interessa é fazer um golo a mais que o adversário. Mas fico feliz por realça o trabalho destas pessoas aqui, que têm muito talento. Mas já houve fases em que não marcávamos de bola parada, agora marcamos”

TT é baixa?

“O Tiago Tomás é a única baixa, é um jogador que nos faz falta”

Acredita na qualificação?

“Eu acredito desde o momento que entrei naquela porta após o 5-1 com o Ajax. E continuo a acreditar. Este jogo é decisivo, temos de ganhar este jogo para continuarmos na luta pela qualificação e eu acredito que o podemos fazer”

Momento estável no clube

“É uma fase em que estamos a ganhar e quando estamos a ganhar tudo a ajuda. O que eu sinto é que claramente todos nós sabemos para onde queremos ir e isso dá estabilidade. Mas a grande estabilidade vem com os resultados, para conseguirmos renovar, para seguirmos o nosso caminho. Mais uma vez: não há que ter ilusões de nada, estamos no caminho certo mas o ano é muito longo. Precisamos de uma vitória para manter a competição viva e mantendo a competição viva mais estabilidade teremos”

Jogo pode garantir já Europa

“A preparação é igual. É claro que nós pensamos na qualificação e não no terceiro lugar, agora, é bom dizer aos jogadores que vamos continuar na Europa, que vamos ter mais jogos e que vai haver jogos para todos. Não sei se há encaixe ou não, vou informar-me sobre isso [risos], tudo é importante neste clube neste momento. Obviamente que utilizámos isso durante a preparação: não só mantermo-nos vivos, como garantir já a continuação na Europa, seja em que competição for. Foi uma preparação normal, utilizando isso para motivar os jogadores”

Besiktas e as lesões

“Vão ter jogadores diferentes, não interessa se melhores ou piores, vão jogar com um avançado diferente, menos móvel, mas mais avançado, o Hutchinson recuperou, o Pjanic lesionou-se mas o Teixeira deu-nos muitos problemas lá, o Souza não jogou nos últimos jogos e está fresco para este. O jogo não vai ser mais fácil, vai ser diferente. E volto a dizer, mostrámos muito aos jogadores aqueles primeiros 15 minutos. É um engano pensarmos que o jogo foi fácil, podia ter sido um jogo diferente. Para nós tudo é difícil, nós até gostamos assim. Não faz muito bem ao treinador e aos adeptos, mas é uma equipa que está preparada para sofrer e amanhã vamos ter de sofrer”