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Frederico Morais: com o pé ligado para a segunda ronda de Pipeline

A boa notícia é que a entorse que Frederico Morais sofreu no tornozelo, no Havai, recuperou ao ponto de o deixar competir no Pipe Masters. A má é que o português perdeu na primeira ronda e foi repescado para a segunda, em que terá obrigatoriamente de ganhar para continuar em prova - e a lutar pela sobrevivência no circuito mundial de surf

Diogo Pombo

Ed Sloane/WSL

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Ao tornozelo esquerdo mazelado durante um treino, uma simples sessão de free surf, no Havai, como preparação para o que aí vinha, Frederico Morais viu uma outra espécie de azar juntar-se. Devido aos surfistas apurados para o Billabong Pipeline Masters por via dos trials, o brasileiro Miguel Pupo, a fazer as vezes de Caio Ibelli no circuito mundial, devido à lesão deste, saiu do alinhamento da primeira bateria agendada para o evento.

Por troca, apareceu o careca quarentão que mais ganhou nas ondas e com uma prancha, o sempre temível e má companhia quando se quer ganhar um heat, Kelly Slater.

Além de Jordy Smith, sexto classificado do ranking, portanto, Frederico Morais tinha de surfar contra o onze vezes campeão mundial de surf - com o tornozelo preso por uma ligadura branca, pelos vistos ainda a recuperar da lesão sofrida.

Kikas remou para seis ondas e, verdadeiramente, apanhou três. A outra metade foram breves espreitadelas nas massas de água instáveis devido ao vento, muitas vezes com degraus nas suas paredes, para ver se valiam a pena o esforço ou se o pior que se esperava ia mesmo acontecer. O português não conseguiu melhor que um 2.50, pontuação frouxa se comparada com o 8.00 de Kelly Slater e o 7.00 de Jordy Smith, vencedor da bateria.

O americano e o sul-africano pareceram estar mais soltos na água, mais descontraídos e com leitura mais afinada das ondas que o mar rabugento produzia na direção dos três surfistas que arrancaram com a última prova do circuito mundial de surf.

O surfista português será repescado e voltará a surfar na segunda ronda, onde precisará de sobreviver se quiser ficar vivo para o próximo ano. Frederico Morais é o atual 21º classificado do ranking mundial no qual se mantém, apenas, os melhores 22 de 32 surfistas.

Resumindo, Kikas tem de avançar o maior número de rondas possível, para amealhar pontos que reduzam as figas que terá de fazer para que terceiros não se deem bem em Pipeline.

  • Frederico Morais pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem

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    O adiamento do arranque do Billabong Pipe Masters, no Havai, a última etapa do circuito mundial de surf, por dois dias seguidos, está a deixar que o tornozelo de Frederico Morais tenha mais tempo para se curar e deixar que o português, 21º classificado de um ranking em que sobrevivem 22 surfistas, possa entrar na água sem dores

  • É desta que voltamos a ver festa brasileira na areia de Pipeline?

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    A última etapa do circuito mundial de surf arrancou esta quarta-feira, no Havai. Após a fase de trials, o título mundial estará em discussão nas ondas de Pipeline e vai colocar à prova a rivalidade entre Brasil e Austrália. A luta é entre Gabriel Medina, Filipe Toledo e Julian Wilson