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O joelho direito e John John, uma relação complicada: só deve voltar a surfar em 2020

O atual líder do ranking mundial não deverá surfar mais este ano, pelo menos em competição. John John Florence rompeu o ligamento cruzado anterior do mesmo joelho que o obrigou a retirar-se do circuito o ano passado. O havaiano voltou a lesionar-se no Rio de Janeiro, durante a mais recente etapa, e decidiu submeter-se a uma cirurgia

Diogo Pombo

Matt Dunbar/Getty

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Era, até agora, o espetacular e aéreo licra amarela do ranking mundial de surf que desbrava caminho a voar em muitas das ondas que o mar lhe dava. John John Florence é o líder do circuito e era o provável melhor surfista da temporada; mas, depois, chegou ao Brasil. Na praia de Saquarema, no Rio de Janeiro, o havaiano encarou uma onda de frente, com muita velocidade, e quis aproveitá-la para se projetar no ar em vez de apenas cortar a parede de água, como inicialmente pensara. E correu-lhe mal.

O surfista "sentiu um estalo e uma dor" ao lançar a prancha, de forma algo desamparada, que o fez quase dar uma cambalhota no ar. Levantou voo mal, caiu ainda pior e saiu da água a admitir que se magoara no joelho direito. O mesmo onde, em 2018, rompera parcialmente um ligamento e o obrigara a perder as últimas seis etapas do circuito.

Desta vez, sofreu uma rutura no ligamento cruzado anterior, lesão grave que optou por tratar com uma cirurgia "para que possa estar a 100% no próximo ano", confirmou, esta terça-feira, através das redes sociais, com um quê de despedida no tom da mensagem: "Foi um ano realmente divertido em termos de competição e sem a licra vestida. Infelizmente, no Brasil rompi o ligamento. Vou retirar-me do evento em J-Bay e, provavelmente, do resto da época. Estou entusiasmado com a nova aventura e toda a gente ficará a par das coisas".

Já era expectável que John John não pudesse surfar nas longas e duradouras direitas de Jeffreys Bay. Ainda não era claro se havia hipótese de o bicampeão mundial se retirar do circuito, pelo segundo ano seguido, devido ao joelho direito.

O pacato, introvertido e velejador havaiano já não deverá voltar a surfar em 2019, pelo menos em competição. Ou, a consegui-lo, quiçá apenas em dezembro, em Pipeline, no Havai, na talvez onda mais popular do mundo que tem quase no jardim de casa.

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